Colheita 2016

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Vinho Quente em semana de São João!


Ontem, dia de jogo do Brasil, resolvi fazer vinho quente - que acabou por ser servido morno por conta dos 24 graus que fazia em São Paulo.
Fui xeterar algumas receitas e acabei por adaptar uma que deu bastante certo e que reproduzo aqui, dá para umas seis pessoas. (A história dessa bebida está ao final)

1 maçã grande firme cortada em cubos sem casca (fuji ou pink lady)
5 damascos turcos fatiados
1/2 limão em fatias finas e o caldo da outra metade
1 xícara de café de passas
6 cravos
1 colher de sobremesa de paus de canela
1 xícara de chá de açúcar
3 xícaras de chá de água
1 garrafa de vinho tinto demi-sec 

Em uma panela de fundo grosso e boca larga misture 1/2 xícara de açúcar e 1/2 xícara de água. Leve ao fogo médio misturando até a calda tomar cor.
Deve ficar um granada pálido. Continue mexendo e coloque as maçãs, os damascos, cravos, canela e as passas. Misture bem e deixe que tomem um pouco mais de cor por uns 3 minutos.
Abaixe o fogo e acrescente a água e o vinho, misture e deixe levantar fervura.
Quando ferver coloque as rodelas de limão e o caldo restante, prove e coloque mais açúcar se for preciso (dependendo do vinho e do doce das frutas pode não ser).
Deixe ferver por mais alguns minutos e desligue. Está pronto para servir e pode ser conservado em geladeira de um dia para o outro.
Qual vinho usar? Por favor, evite os vinhos de garrafão. Não pelo fato de serem feitos de uvas não viníferas, mas sim pelo fato de que a maior parte deles leva mais do que uva e açúcar e isso não combina com o vinho quente, combina com ressaca.
Algumas rótulos que não farão feio, custam barato e são fáceis de achar: Castell Chambert e Chalise da Salton, Saint Germain Merlot ou Cabernet (da Aurora).
Para fazer a versão sem álcool, coloque metade do açúcar e troque o vinho por suco de uva integral. Não deixe ferver muito, pois não há necessidade de evaporar o álcool e pode amargar.
Sirva em uma linda caneca de barro ou louça com uma colherinha para comer as frutas.
Aproveite!

Um gole de história: O nosso vinho quente, assim como o quentão de cachaça, faz parte de uma das divisões da coquetelaria chamada 'grogues'. Os mais famosos são preparados com rum, brandy ou whisky e podem ser servidos em chamas. 
As versões brasileiras disputam a história com os ponches, bebidas mais frutadas onde o álcool é só parte do atrativo e que podem ser servidos quentes ou frios. A história dos ponches começa na Índia, com os chás sendo incrementados com especiarias e frutas e a dos grogues e vinhos quentes tem raiz na Europa, quando os vinhos que já estavam para ficar avinagrados eram fervidos com frutas, mel e especiarias para serem servidos aos soldados.
Até os dias de hoje, nas feiras de Natal em muitas partes da Europa são servidos vinhos cozidos com frutas e especiarias (Gluhwein), muitas vezes com a adição de um destilado de cerejas (foto ao lado no mercado de Dresden e abaixo do mercado de Estrasburgo- ambas as fotos são do arquivo da Latin Stock). 

domingo, 30 de maio de 2010

ai...ai...ai...vai começar...

"Nem todo mundo gosta de sexo, vinho ou sorvete" frase de Dunga, técnico da seleção Brasileira de Futebol em sua primeira entrevista coletiva na África do Sul.
























 (Pequena confissão blogueira: nunca me senti tão feliz por meu marido não gostar de futebol!)