Colheita 2016

Colheita 2016
Seja bem-vindo! E que nunca nos falte o pão, o vinho e a saúde e alegria para compartilhar!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Marketing que funciona com jornalista!

Recebi, na semana passada, dois "presentes" ligados ao vinho brasileiro.
Na verdade um marketing muito bem posicionado, coisa que nem sempre acontece no mundo do vinho (muitas vezes por conta das próprias pessoas que recebem o presente).
Da Vinícola Pericó de Santa Catarina eu recebi três garrafas dos primeiros vinhos que ficaram prontos neste ano, ainda sem rótulo, ainda sem previsão de lançamento. Mas com um cartão escrito à mão pelo proprietário. Nestes tempos de comunicação eletrônica, no qual se defende que os alunos não precisam mais saber escrever à mão, isso é uma delicadeza maior ainda.
As garrafas são uma prévia do que virá por aí. Tem coisa que jornalista gosta (e precisa) mais do que isso (informação em primeira mão)? Claro que não.
Sei que o presente foi enviado para algumas pessoas e assim gera um interesse, uma curiosidade em saber como vão ficar esses vinhos quando chegarem ao mercado e, principalmente, para aqueles que degustam conhecimento além de aromas e sabores, é uma oportunidade de conhecer a evolução de um produto. Ajuda a poder fazer críticas melhores, mais bem embasadas do que aquelas do tipo: "provei uma vez e não gostei".
Grande sacada!


O outro presente foi da simpática Vinícola Courmayeur (sim, o nome é complicado, mas os espumantes deles são muito fáceis de beber) de Garibaldi. Na foto abaixo está a entrada da vinícola, com uma porção de convidados, em uma visita que fiz no ano passado.


Eles enviaram uma pequena caixa, com o nome 'Retrato' na tampa. Ao abrir, como um porta-retrato, um forro dourado e sobre ele um saquinho com terra. Terra não, solo. Uma amostra do solo franco-argiloso onde são plantadas as videiras da empresa, com dados impressos como profundidade, altitude, latitude e longitude. 
É nesse solo que as plantas se desenvolverão para gerar os frutos, que se tornaram algumas das muitas garrafas de espumante deles (foto abaixo).


Presente bacana é outra coisa não?
Bons goles e feliz outubro, que chegou tão rápido que nem tive tempo de falar sobre isso.


domingo, 2 de outubro de 2011

ANV - A Festa!

Já falei bastante de política, já falei bastante de degustação, mas ainda não falei do quão boa é a festa que é a Avaliação Nacional de Vinhos!
Sei que o pessoal da Associação Brasileira de Enologia (e alguns de seus parceiros) trabalham muito para organizar esse evento, que reuniu neste ano 820 degustadores.
Mas esse número não leva em conta os bastidores de montagem e desmontagem, de estruturas necessárias para tv, vídeo, som, degustação, coquetel e almoço para toda essa gente!
Após o intervalo (há uma parada de 15/20 minutos depois da degustação de metade dos vinhos) sempre há uma apresentação musical, que neste ano foi dos Irmãos Fagundes, um importante grupo de música tradicionalista gaúcha (foto abaixo).
Uma das músicas que eles cantaram me fez lembrar um longínquo ano de 1983 (ou 1984, não sei bem) no qual estive, com uma amiga de escola, na Fenachamp em Garibaldi.
Nossa excursão (com professoras aposentadas, casais em lua-de-mel, alguns estrangeiros e um grupo de moleques como nós) voltava todos os dias cantando alguma canção gauchesca de nossos (já lautos) jantares. Uma delas nunca me saiu da memória: "É o meu Rio Grande do Sul, céu, sol, sul, terra e cor. Onde tudo o que se planta cresce e o que mais floresce é o amor".


Escutar os Irmãos Fagundes cantando essa música me deu uma alegria tremenda. Daquelas que fazem a gente acreditar que "o melhor lugar do mundo é aqui (e agora)".
Outra coisa boa dessa festa é ver tanta gente que, no dia-a-dia de seu trabalho nas vinícolas e nas empresas, parece estar de lados opostos (ou no mínimo em concorrência comercial) conversando, bebericando, trocando ideias.
É sim um lugar para ver e ser visto, mas para mim - que não faço parte dessa indústria - é o lugar perfeito para encontrar pessoas que admiro nesse meio, algumas que não conhecia pessoalmente mas apenas por telefone e, por fim, abraçar alguns amigos que sei que fiz, ao logo desses mais de quatro anos de cobertura jornalística de vinhos brasileiros.


Na foto acima (feita pelo Gilmar Gomes) está um grupo poderoso de enólogos junto aos irmãos Fagundes. O primeiro da esquerda para a direita é Luciano Vian (da Don Giovanni), ao lado dele está Dirceu Scottá (da Dal Pizzol), de chapéu um dos cantantes e ao lado dele o enólogo Carlos Abarzúa (da Geisse), outro músico e o enólogo Dario Crespi.
Quando termina a degustação dos 16 vinhos e as premiações que se seguem, todos são convidados para um coquetel com espumante Chandon e as agradáveis tábuas de frios e queijos, tão comuns na serra.
É o momento de começar a relaxar e encontrar os amigos.

Na foto acima (que eu adorei mais do que tudo por conta das expressões das pessoas) um dos melhores momentos da tarde: após o almoço (que tem mesas com lugares marcados para que todos os convidados especiais, comentaristas da mesa principal e autoridades estejam acompanhados de - no mínimo - um diretor da ABE), os amigos vão mudando de mesas, levando seus vinhos, contando histórias. 
É nesse momento que sabemos das novidades mais bacanas, que provamos outros vinhos e a hora da sobremesa e do cafezinho se extende como o quê...
Da esquerda para a direita estão os enólogos André Peres Jr (Aurora), Gisele Gugel (Cefet), Marcos Vian e Anderson Schmitz (consultores responsáveis por vinícolas como a Gheller, Sanjo, Zanella etc) e Gabriela Poletto (do Ibravin, além de ser a Primeira Dama da festa).


A mesa na qual estávamos ficou assim ao final do almoço. É claro que não bebemos todos esses vinhos, pois alguém sempre vai chegando com uma garrafa já começada e com a irresistível frase: "Você já provou este aqui?".
É uma festa de enólogos e quase nada pode ser melhor do que isso.
Mas não termina aí.
Algumas horas depois desse 'regabofe' há um jantar, para os comentaristas da mesa e alguns convidados da ABE. Neste ano ele aconteceu na Ristorante Enoteca Dal Pizzol, em Faria Lemos e é, de longe, o evento mais descontraído de todos, pois os diretores da ABE já relaxaram com o término do evento principal, as gravatas não são mais necessárias e não há discursos.
Contamos com o carinho de um dos donos da Dal Pizzol, Antonio Dal Pizzol, que arregaçou as mangas, serviu seus vinhos, trocou pratos e sentou-se um pouco para papear com seus convidados.
Ele está na foto abaixo.

 O 'Ristorante' visto do lado de fora, na noite escura do Rio Grande do Sul.



 Nas duas fotos acima, os convidados bebendo um espumante rosé, enquanto o jantar não começava. Brasileiros e estrangeiros em mistura quase imperceptível.
Na foto abaixo estão o jornalista da RBS Irineu Guarnier (que tem um programa sobre vinhos no Canal Rural), o presidente da ABE Christian Bernardi e a jornalista e assessora de imprensa Lucinara Masiero.
Enquanto o pessoal papeava, o chef Avelino ficava de olho no chicho, um espetinho típico da região, com frango, cebola, tomate, pimentão e um bom tempero, tudo cortado miudinho e assado na churrasqueira.
 Típicas do restaurante, as batatas assadas levam uma cobertura de queijo, funghi secchi e ervas. É de matar...

 E até que os aromas da cozinha ficaram insuportáveis de aguentar, os convidados seguiram degustando seus espumantes. Na foto abaixo Juliana Reis e o enólogo Daniel dalla Valle.


Com esse jantar encerrou-se o 'dia' da Avaliação Nacional de Vinhos, que para muitos de nós havia começado antes das oito da manhã - e só terminou a meia-noite.
Algo a reclamar? Ao contrário! Já à postos para o ano que vem!





sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Avaliação Nacional de Vinhos 2 - Os Vinhos!

foto: Gilmar Gomes 

O melhor da Avaliação Nacional de Vinhos - Safra 2011 estava onde devia estar: nas taças! Mas é justo dizer que o serviço dos vinhos foi perfeito e a organização do evento deu um show, pois se alguma coisa saiu errado, nenhum dos degustadores percebeu.
Imaginem o seguinte: são 16 os vinhos degustados, por 820 pessoas. Cada um dos alunos dos cursos de hotelaria, sommelier e enologia que fazem o serviço atende apenas uma mesa de oito pessoas, pois todo mundo deve ser servido ao mesmo tempo.
Isso quer dizer que são mais de 100 garrafas de cada um dos 16 vinho,s e 100 alunos fazendo o serviço.
Só quem já esteve lá sabe o quão silencioso e ordenado é esse processo.
Além de servir os vinhos eles repõe a água, as bolachas, os guardanapos, e no intervalo esvaziam todas as cuspiderias, que são utilizadas também para lavar as taças entre um vinho e outro.
Uma equipe de enólogos (neste ano creio que foram quatro deles) da Diretoria de Degustação da ABE fica responsável pelos guris e gurias que fazem o serviço.
É impressionante.

Devido à qualidade da safra, 72 vinícolas inscreveram seus vinhos para a seleção, somando 383 amostras. Todas elas foram recolhidas diretamente das empresas pelos enólogos da ABE e degustadas em quatro grupos de 28 enólogos cada.
Um deles me contou que, durante as seções de degustação (cada grupo degustou vinhos em quatro seções) algumas amostras eram repetidas, em dias diferentes, para garantir que a análise fosse isenta de quase todas as vertentes pessoais, como gosto e apreciação geral.
Essas 383 amostras foram reduzidas a 118 vinhos, que representam toda a safra em sua melhor forma.
Desses 118, por fim, uma nova rodada de degustações faz com que eles sejam reduzidos a apenas dezesseis vinhos, com o melhor de cada categoria, a saber: vinho base para espumante (duas amostras), branco fino seco não aromático (quatro amostras), branco fino seco aromático (duas amostras), rosé seco (uma amostra), tinto fino seco jovem (uma amostra) e tinto fino seco (seis amostras).

Na foto acima (feita por Gilmar Gomes), dois degustadores 'de peso'. Os jornalistas gaúchos Danilo Ucha e Affonso Ritter, o último que está mais ao fundo na foto, é uma das pessoas que estiveram presentes em todas as 19 edições da Avaliação Nacional. Ele me contou que na primeira delas eles passaram muito frio, dentro de um galpão de um CTG no mês de julho, degustando os poucos vinhos que ousaram se inscrever para aquele novo evento.
Na foto abaixo, minha amiga de trabalho e taças (entre outras coisas), Juliana Reis, que esteve entre o grupo de comentaristas, falando sobre a amostra de Moscato R2 da vinícola Perini.
Na foto abaixo (feita também pelo Gilmar Gomes) três enólogos que são - para mim - exemplares. Daniel dalla Valle (Domno e Casa Valduga), Cléber de Andrade (Perini) e Mauro Zanus (Embrapa). Durante o evento eu, que estava na mesa justamente atrás deles, fiquei com uma dúvida em uma amostra tinta e eles me deram uma aula sobre 'redução' em apenas alguns minutos.
Quem sabe faz a vivo, já dizia o Faustão.
 Por fim, preciso de dizer que a qualidade dos vinhos que provamos durante a degustação foi realmente surpreendente. Uma das amostras, o vinho branco da uva Riesling da Cooperativa Aurora recebeu uma média de 89 pontos da mesa de comentaristas (onde estavam não apenas brasileiros, mas enólogos do Uruguai, da Argentina, da França e do Chile - este último era o diretor técnico da Viña Ventisquero, Sérgio Hormazabal) e era um vinho praticamente pronto, cheio de tipicidade, frescor e bom corpo que, quando chegar ao mercado não deverá custar nem 20 reais!
Os tintos, quase todos ainda em fase evolutiva, mostraram um impressionante potencial. Coisa há muito esperada pelos tintos brasileiros, que ainda sofrem um pouco pelo desconhecimento mais profundo do comportamento das uvas em nossos terroirs (mas isso é outro assunto).
Entre os 16 classificados estão, é claro, os nomes mais conhecidos como Salton, Miolo, Valduga, Almadén e Aurora. Mas também estão vinícolas menores (Don Giovanni, Luiz Argenta, Almaúnica, Gheller) e outras cuja produção por anos foi dedicada aos vinhos de mesa, mas que agora incluem em seus portfólios vinhos dignos da classificação (Perini, Don Guerino, Basso, Cooperativa Nova Aliança, Góes e Venturini). Essa é uma constatação pontual, de que é possível evoluir, mudar e fazer bons vinhos, que surpreendam e agradem, não duas ou dez pessoas, mas 800!
Parabéns à Associação Brasileira de Enologia e aos produtores e enólogos que nos brindaram com tantos bons goles!




quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Avaliação Nacional de Vinhos 1 - A Política


Difícil saber por onde começar a contar o que aconteceu na abertura da Avaliação Nacional de Vinhos (ANV) no último sábado, em Bento Gonçalves.
Mas vamos colocar assim: com a democracia em ação nas últimas décadas e os políticos fazendo o que bem entendem em todas as instâncias públicas, muitos de nós deixamos de prestar atenção nos movimentos deles e em como a política está presente e permeando as diversas camadas de nossa sociedade.
No entanto, isso foi difícil de ignorar nos primeiros momentos da ANV, a começar pelo fato de que o evento foi atrasado em quase uma hora, esperando a chegada do governador do estado do RS, Tarso Genro (e sua entourage de mais ou menos 20 pessoas).
Depois, seguindo o protocolo para eventos envolvendo autoridades públicas, começou uma imensa recitação de nomes e cargos de todas as autoridades presentes, repetido todas as vezes nas saudações de cada um dos políticos que fizeram discursos no evento, a saber: o Governador, o Prefeito e o Presidente da Assembléia Legislativa. Este último, "fez uso da palavra" de forma tão eloquente que por alguns momentos eu me senti em um comício político.
Uma de suas falas, no entanto, fez sentido: a necessidade de modificar os contrarótulos dos vinhos importados, para que tenham as mesmas exigências e restrições que os vinhos brasileiros têm (aqui e para serem exportados). Esse é um problema sério que muita gente ignora e que faz com que vinhos importados meio-doces sejam vendidos como secos, só porque ninguêm lê o contrarótulo.
Já os brasileiros são obrigados a colocar no rótulo (e em tamanho bem visível) as palavras que definem a graduação de açúcar (seco, meio-seco, licoroso etc).
Ele também fez apologia ao selo fiscal (dizendo que "estão vencendo batalha após batalha") e ainda saiu de lá premiado com um sabre (é típico das homenagens que se faz no mundo do vinho entregar um sabre, mas acho tão perigoso dar uma arma de guerra a um político...) e com o troféu de personalidade amiga do vinho, o troféu Vitis.
O discurso do Governador foi mais moderado, felizmente, e o propósito de sua visita foi anunciar que haverá um aumento de recursos para ser utilizado pelos orgãos que divulgam e protegem o vinho brasileiro.
Isso pode ser bom ou mau, dependo das mãos nas quais cair. Utilizado será, pois a indústria do vinho fica de olho nesses recursos, diferentemente de 'outros dinheiros' públicos que nós não sabemos onde estão e nem como são utilizados.
No entanto, esses recursos em mãos xenófobas serão capazes de criar ainda mais restrições à diversidade, a maior alegria do mundo do vinho. E por xenofobia aqui entenda-se não apenas os vinhos importados, mas também aqueles que não estão ao redor da ilha dos que mandam na república do parreiral.
Estão em projeto várias tentativas dessas, como por exemplo a de exigir a aplicação de rígidas leis sanitárias para qualquer propriedade que faça vinhos.
Por favor, nada contra a higiene, sem ela não existem vinhos sãos, mas o excesso de exigências pode acabar com os pequenos vinicultores. Que foi o que aconteceu com vários produtores de queijos na França, quando a Comunidade Econômica Européia passou a exigir que todos os queijos comercializados em seus territórios fossem pasteurizados. A diversidade que garantia que os franceses tinham um queijo para cada dia do ano, caiu por terra.
Aliás, a palavra é apropriada: pasteurização, que agora parece sinônimo de parkerização.
A grande pergunta é: por que alguns querem tanto colocar em suas grandes taças o conteúdo das taças pequenas dos outros? O que incomoda tanto?
Várias respostas me ocorrem, e a maioria delas têm a ver com ganância em suas diversas formas: poder, controle, riqueza etc.
A mim parece que pouco (ou nada disso) deveria combinar com vinho, aliás, em minha taça e em minha boca nada disso harmoniza.
Mas compreendo uma parte. Compreendo que as empresas precisam dos políticos e eles dos eleitores. Afinal, no ano que vem nesta mesma época, eles estarão todos em campanha eleitoral e nada melhor do que um palanque com mais de 800 pessoas na assistência, certo?
Lembro-me de que, em 2007, quando a profissão de enólogo foi reconhecida, o então presidente da ABE, Dirceu Scottá, fez um discurso poderoso e inflamado (pelo qual foi aplaudido em pé) e ressaltou inclusive a ausência da governadora Yeda Crusius e o pouco apoio que eles tinham do governo estadual.
Aos poucos, tudo foi mudando. O Governador e seu séquito lá estavam, o Presidente da Assembléia passou o dia todo celebrando com os produtores, mas a profissão de enólogo ainda não está devidamente regulamentada, como bem disse o presidente da ABE, Christian Bernardi, pedindo a atenção dos políticos para esse fato, em sua fala bela e realista.
Ao final de quase uma hora de discursos e beija-mão, ficou a impressão de que - em alguns lugares ao menos - são os políticos que estão servindo o vinho, e não as pessoas que o fazem.


"... e o sol da liberdade em raios fúlgidos, brilhou no céu da Pátria nesse instante."

Leia amanhã: Avaliação Nacional de Vinhos 2 - O Vinho!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mesa Posta - Parte 2

A semana do meu aniversário teve muito mais 'mesa posta' do que coloquei aqui antes, portanto segue a continuação.
Quando contei para meu marido sobre o risoto que os alunos do CCI do Senac fizeram, ele ficou com àgua na boca e eu, que sei bem que ele sempre merece um agrado, resolvi fazer um em casa.
Os ingredientes eram linguiça, radicchio roxo e ervilha fresca. O vinho que acompanhou foi um Cabernet Franc Premium 2006 da Casa Valduga. 


No dia do aniverário, entre muita correria de trabalho e aula, teve bolo de frutas que a mãe e o pai trouxeram, feito pela Walquíria, banqueteira de primeira linha daqui de SP. Para acompanhar, um licor de limão siciliano geladinho.
Como eu fiz 44 anos, ficamos os nós 4 apenas (risos). Na verdade foi pura falta de tempo para fazer qualquer coisa mais.
No entanto, tive outro bolo nesse dia, dessa vez uma surpresa da Joyce, coordenadora dos cursos livres do Senac Penha. Logo depois da degustação com palestra que proferi, os alunos cantaram parabéns e foi servido um lindo bolo de chocolate, que acompanhou o espumante Prosecco da Aurora.


No almoço desse mesmo dia tínhamos ido (eu, marido, pai e mãe) ao Ráscal, do Shopping Villa Lobos. Como é padrão deles, a comida estava deliciosa e tinha até arancini (bolinhos de risoto recheados com queijo e empanados - na receita deles vai pimenta da jamaica!).


Tomamos duas garrafas de vinho, um Pinot Noir 2009 da linha Volpi da Salton e o Syrah Porcupine Ridge da África do Sul, ambos servidos com muita simpatia pelo sommelier Rodrigo.


O meu prato de massas era mais 'discreto', com apenas metade de um porpetone, lasanha vegetariana e mais dois arancini.


O "Festival Gastronômico Cigano" do meu aniversário se encerrou em grande estilo, na sexta-feira à noite, no restaurante Di Paolo, no Castelo Benvenutti, entre Bento Gonçalves e Garibaldi.
Junto a um agradável grupo de jornalistas gaúchos, jantamos com os espumantes da Gran Legado, feitos por uma pessoa muito querida, o enólogo Christian Bernardi.


Quem fez o serviço foi o Adair, maitre da casa, sempre atencioso e dedicado.
O Di Paolo, para quem não conhece, é a mais famosa das casas do grupo Geremia, e também a mais premiada. Faz mais de uma década que o galeto que eles preparam rende uma estrela no Guia Quatro Rodas.
A refeição por lá não poderia ser mais típica da serra e começa sempre com a sopa de capeletti (chamado - quando é assim pequenino - de agnollini), com pão caseiro e caldo. 


Eu que não gosto de sopas tomei dois pratos desse, para vocês terem uma ideia do quanto isso é bom. E acompanhado de espumante brut e um pouco de kren. Não sabem o que é kren? É um tempero típico da região, feito com raiz forte e vinagre. Delicioso.


Depois, seguindo a linha 'diet da serra' aparecem a salada de radicci (um almeirão mais delicado) com bacon crocante, salada de batata, polenta brustolatta (polenta cortada em pedaços e aquecida na chapa de ferro) e queijo colonial frito. 
Acreditem que depois disso tudo ainda aparecem três variedades de espaguete (com funghi, com queijos e com molho de tomate) e o galeto propriamente dito (que eu nem comi).
Para finalizar, nada melhor do que uma taça de moscatel e o sagu com creme.


A bem da verdade, depois de tudo isso eu deveria ter pedido de presente para meu marido uma  semana em um spa...





segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Verde Vale!

Celebrar a chegada da primavera no Vale dos Vinhedos, com um domingo de sol e visitando vinícolas é um dos privilégios de minha profissão.
As fotos que estão aqui foram feitas ontem de manhã na vinícola Larentis, que recebeu nosso grupo de jornalistas para uma visita e um almoço.
Só posso dizer que a natureza no entorno era gloriosa! O dia lindo como se tivessem encomendado especialmente para um produtor da Disney.
As parreiras sairam da dormência do inverno e, aos poucos, cada uma dentro do ritmo de sua cepa, vão brotando e cobrindo as colinas de verde.
Faltam-me palavras para tanta beleza!
As casinhas na beira da estrada enfeitadas por flores de todos os tipos, tantas que eu mesma nem as conheço. A vontade era seguir a pé, fotografando tudo o que via.
Ainda não deu tempo de separar todas as fotos. Mas nos próximos dias vou colocar as novidades da Avaliação Nacional de Vinhos (já posso adiantar que a festa deste ano foi praticamente perfeita), com grandes vinhos, muitos bons amigos e boas notícias para celebrar.
Também fiz uma série de imagens da culinária local e dos costumes. Aguardem!
Abaixo, nosso grupo com a família e os colaboradores da Larentis.




quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Avaliação Nacional de Vinhos - 19a Edição

Amanhã, sexta-feira, irei para Bento Gonçalves para uma série de eventos que incluem um de meus preferidos, a Avaliação Nacional de Vinhos.
O release da assessoria de imprensa da ABE (Associação Brasileira de Enologia) resume bem o que será o evento:

A 19ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2011 é neste sábado, em Bento Gonçalves. Considerada a maior de todas as edições por reunir 820 apreciadores e avaliar 383 amostras de 72 vinícolas brasileiras, a Avaliação cumpre seu papel de promover o vinho brasileiro, apresentando a qualidade da safra, através da divulgação da relação dos 30% mais representativos e os 16 vinhos selecionados entre este seleto grupo. Comentaristas de sete países integram o painel de convidados.






As fotos acima foram tiradas por mim na edição do ano passado, que avaliou uma safra difícil para os vitivinicultores.
Neste ano de 2011 a realidade é outra (como acontece sempre no mundo do vinho), a safra teve qualidade muito boa e o que eu soube através de alguns amigos enólogos é que essa avaliação trará muitas surpresas na taça e fora dela.
É o quinto ano em sequência que estarei presente nesse evento, que sempre me impressiona por sua organização e clima festivo. Todo mundo que realmente interessa do mundo do vinho brasileiro estará lá, por isso é um privilégio ser convidada da ABE para esse evento.
A programação, que começa na sexta-feira à noite com um jantar de confraternização no restaurante Di Paolo, é intensa e inclui (além da Avaliação que começa às 9 da manhã do sábado e vai até 3 da tarde) um jantar na vinícola Dal Pizzol, almoço e visita na Vinhos Larentis no domingo e uma visita à vinícola Dom Cândido. Tudo isso em menos de 24 horas.
Claro que voltarei trazendo novidades (muitas, espero).
Assim, desejo à todos um excelente final de semana, com muitos bons brindes e muitas alegrias!
A foto abaixo, da equipe que faz o serviço de cada um dos 16 vinhos simultaneamente para os 800 participantes, foi feita por Gilmar Gomes, também no ano passado. São alunos dos cursos técnico e tecnológico de enologia de Bento Gonçalves, uma escola técnica federal.