Colheita 2016

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Enquanto isso, em Santa Catarina...

A colheita no RS segue acelerada, mas em Santa Catarina o tempo ainda é de espera.
Em São Joaquim, nos terroirs altos e frios da serra catarinense, o verão é intenso, mas mais curto e as noites e madrugadas já estão bem frias.
Mas as uvas seguem bem, como vocês poderão ver nas imagens enviadas pela vinícola Pericó, cujo enólogo é o gaúcho Jefferson Sancineto Nunes.

 Na foto acima e abaixo, a Pinot Noir, trocando de cor ainda (e essa é a uva mais precoce na propriedade, mais ainda que as brancas) em fotos feitas no finalzinho de janeiro. Agora em fevereiro elas seguem amadurecendo.
 Jefferson escreveu um informativo sobre essa vindima e nele conta: "O verão tem sido muito bom no Pericó Valley, com dias ensolarados e quentes e noites  frias. As chuvas estão bem distribuídas e com um volume de precipitação abaixo da média, portanto tudo indica que a safra de 2012 da  Pericó resultará em vinhos  e espumantes de alta qualidade".

Jefferson ainda fez mais comentários sobre essa safra e sobre as inovações tecnológicas que a Pericó adota, leiam a seguir: "O manejo dos vinhedos é indiscutivelmente o grande diferencial dos vinhos e espumantes que a Vinícola Pericó elabora.   As plantas estão a apenas 75 cm uma das outras, a poda é feita pelo sistema Guyot, a mesma usada nas mais importantes vinícolas européias Além disso,  nos preocupamos em produzir uma quantidade de uva pequena por planta. Na poda seca, deixamos entre 10 e 12 gemas por planta!!!! Nossas uvas se acostumamcom o sol desde cedo. Nossos vinhedos foram integralmente rebaixados para 60 cm e com isso aumentamos a amplitude térmica e isso é muito importante: em dezembro/11 tivemos dias em que a amplitude térmica superou 28ºC, fundamental para que se tenha uvas aromáticas e muito frutadas.
A  mecanização dos vinhedos com equipamentos de última geração  é um dos pontos fortes da Vinícola Pericó, Nesse ano  toda a poda seca,  poda verde,  desfolha, retirada das feminelas  foi feita  com os 6  minitatratores de esteiras que a Vinícola Pericó importou da Itália em 2010 e foram os primeiros a serem usados no Brasil. Eles  também serão utilizados  para fazer a colheita.  Dessa forma nossos colaboradores trabalham confortavelmente sentados a 49 cm do solo e com a coluna perfeitamente alinhada e com as duas mão livres para poder executar as operações nos vinhedos. Isso fez com que aumentássemos em quase 50 % a eficiência do trabalho; 
Outra inovação, é o Arcobaleno, um pulverizador italiano à túnel, que recupera 95% das gotículas de água com o fungicida. Mais uma vez a Vinícola Pericó  foi pioneira na América Latina ao trazer  este equipamento para o Brasil. Dessa forma apenas 180 litros de calda são aplicados por ha, contra 1000 a 1100 litros por ha aplicados com os normais pulverizador/atomizadores.
Nunca foi usado  herbicida nos  vinhedos, a  faixa de cultivo é mantida limpa, com o uso de capina mecanizada  e a área de vegetação entre as filas é mantida constantemente roçada, para diminuir a compactação e manter a estrutura do solo com uma boa capacidade de drenagem".
 A foto acima e a abaixo eu fiz em abril de 2011, quando uma pequena parte das uvas tintas (Cabernet e Merlot) começavam a ser colhidas. Para vocês terem uma ideia de como um mês de fevereiro ainda é muito cedo para prever os resultados finais dessa uvas.
 Por fim, aqui estão o proprietário da Pericó, o catarinense Wandér Weege e o enólogo Jefferson, em foto feita no ano passado. Já as lindas dálias da última foto, são deste ano e enfeitam a estrada que leva até os vinhedos.



sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pericó - 3 anos depois


Tantas horas de estrada (muitas mesmo) levaram-me ontem até a Fazenda e os vinhedos Pericó, em São Joaquim (SC).
Resolvi colocar aqui (acima) a foto que fiz ontem quase ao meio dia de um lugar muito próximo de onde tirei a foto da postagem da última 4a feira, quase que exatamente 3 anos atrás.
As mudanças são impressionantes, não apenas pelo fato de o vinhedo que, naquela época estava produzindo sua segunda safra, e hoje esteja produzindo a quinta, mas principalmente pelo entorno ter se modificado de forma espetacular - acompanhando o crescimento da empresa.



Claro que tudo isso (acima o espumante rosé brut, na minha opinião o produto mais evoluído da vinícola) não é por acaso. Terroir é essencial, mas o 'material humano' faz toda a diferença. Jefferson (foto abaixo) na enologia e Lino na terra são o que faz o óbvio possível (o óbvio é: "Sem boa uva não há bom vinho").


E Jefferson veio com munição pesada para essa apresentação. Trouxe um Chardonnay delicado, elegante, com um tantinho de madeira só para dar aquele toque a mais, e trouxe o Basalto, o novo lançamento da Pericó, um corte de Cabernet Sauvignon e Merlot que nos surpreendeu.
Na foto abaixo está o homem que trabalha mais do que muitos para ver seus sonhos viraram realidade: Wandér Weege, proprietário da vinícola que, ao lado de sua esposa Laurita nos recebeu na cada da fazenda, um lugar tão lindo e elegante que merecerá uma próxima postagem apenas para isso.
Na foto ele está decantando o novo vinho em uma peça de design francês com a qual seu filho o presenteou. Um decanter que reproduz as veias humanas e o vinho, nessa experiência lúdica, é o sangue nas veias.


Por fim, os convidados brindando ao por-do-sol no deck da madeira da casa, com o Icewine da Pericó.


Ainda vou voltar ao assunto Pericó, portanto aguardem!
Bons goles e excelente final de semana!