Estou de volta do calor da Serra Gaúcha para o calor, engarrafamento, poluição e sujeira da cidade de São Paulo. Mas ao menos sou portadora de algumas boas notícias.
Recém começou a vindima das uvas tintas por aqueles lados, então é cedo para dizer quais as uvas mais afetadas pelo excesso de chuva em novembro (época da brotação) e em janeiro/fevereiro (época de amadurecimento). Coisa certa é que a safra do RS deve ter uma diminuição de 30%, aproximadamente, dizem vários enólogos e proprietários da região. Grande parte da tintas utilizadas nos vinhos mais especiais da Serra (Storia da Valduga, Lote 43 da Miolo, Tannat da Don Laurindo, entre outras) ainda permanecem no parreiral esperando o ponto certo de maturação, que deverá acontecer somente na primeira semana de março (se as chuvas fortes derem trégua).
"Meno male" que as uvas brancas, principalmente aquelas para espumante e algumas para varietais, foram colhidas em muito bom estado. Acreditem-me, existem alguns espumantes feitos pelo método charmat (as duas fermentações dentro do tanque de inox) que já estão quase prontos.
Abaixo, um dos parreirais de Cabernet Sauvignon da Valduga, que tem recebido atenção redobrada da equipe de agrônomos e enólogos.
E antes que eu deixe passar: agradecimento especial ao pessoal da Valduga, que mais uma vez me recebeu tão bem que só minha família e minha gata para me fazerem voltar.
Meu sincero abraço para João e Juarez Valduga, Jones e Eduardo Valduga, Juciane Casagrande e Fabiano (Comercial e Marketing), os enólogos Daniel e Lucas, o agrônomo Silvano, a enóloga Aline, na pousada minha xará Silvia e a Andréia, o chef Laércio e o garçom Walter e na Casa de Madeira o chef Daian. Meu muito obrigado para todos!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Um dia diferente em Bento Gonçalves
Mal começamos um debate sobre uvas viníferas, híbridas e americanas, que merecia mais informação, atenção e tempo quando tive que partir para outra parte da visita. Fui recebida pelo Chefe de Pesquisa, o enólogo Dr. Mauro Zanus, pelo enólogo e pesquisador Dr. Celito Guerra e pela assessora de imprensa Viviane. A conversa/entrevista estava excelente, mesmo que (me perdoem as esposas, por favor) algumas vezes ficasse difícil me concentrar diante de tantos pares de olhos azuis, coisa rara de ser ver em São Paulo.
Mas isso não vem ao caso....risos....é só um detalhe que irrita marido e agrada as amigas...
A foto que aparece acima é do laboratório de microvinificação da Embrapa, e nessas garrafas de vinho estão pequeninas parcelas de uvas viníferas em fermentação, tal qual seria em grande escala em uma vinícola. A sala é climatizada e na parte superior de cada garrafão é possível ver um dispositivo de vidro que permite que o gás carbônico produzido durante a fermentação saia, impedindo que a garrafa estoure, claro. O som é delicioso, são discretos mas presentes "PÓÓCCCs". Deve ser como estar no laboratório do Professor Pardal.
Perdoem-me o excesso de associações com coisas lúdicas, mas é que este lugar vai entrando no sangue mais do que o álcool dos vinhos.
Por fim, pois não quero que este post vire um tratado, segue a foto do enólogo Irineo Dall'Agnol, que é o responsável por esse laboratório de microvinificação, além de ter sua própria vinícola, a 'Estrelas do Brasil' que faz alguns espumantes muito elegantes e um tinto assemblage da safra 2005 que é um show!
Com ele passei alguns momentos em uma aula rápida de degustação de tintos. Irineo, que eu conhecia pouco mas já admirava, é de uma franqueza deliciosa, mascarada por seu jeito discreto e um tanto tímido.
Mas em pouco mais de 40 minutos, me falou coisas sobre degustação que eu já imaginava mas não tinha sido capaz de formatar o pensamento todo unido. Obrigado Irineo, espero ter outras oportunidades como essa!
Pessoal, tenho somente mais um dia aqui na Valduga. Ao voltar, contarei novidades várias. Bons goles e bom final de semana!
Marcadores:
Embrapa,
uva de mesa,
vinificação
0
comentários
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Quem sabe faz ao vivo!
A foto que você vê abaixo é da recepção de uvas da Casa Valduga, tirada ontem no final da tarde. Quando cheguei ao prédio onde é feita a vinificação, totalmente de surpresa, com a Diretora Comercial Juciane Casagrande, estavam ao lado da esteira de seleção os enólogos da casa, João Valduga, Eduardo Valduga e Daniel dalla Valle.

Perguntei se eram uvas especiais as que estavam entrando na esteira de seleção e ouvi a surpreendente resposta: "São uvas da cepa Trebbiano, que usamos como parte dos vinhos base de espumante que fazemos para terceiros", contou o enólogo Daniel.
Eu resolvi colocar este post pois fiquei muito impressionada ao chegar e encontrar os principais enólogos da casa selecionando manualmente as uvas, no final de uma tarde quente de verão, para um produto que não levará nem mesmo o nome da vinícola. E para completar, não foi uma coisa feita para impressionar jornalista, pois eu estava calmamente saboreando um merecido espumante 130 com a Juciane na varanda do varejo, quando perguntei à ela onde estavam os enólogos e ela me contou que estavam no recebimento das uvas. Eu perguntei se poderíamos ir lá ver (mesmo sabendo que teria que deixar aquela perfeita taça de espumante pela metade) e ela, sem nem mesmo piscar, disse-me: "Sim, claro, quer ir agora?"
E fomos...
Por isso usei como título desta postagem o bordão do Faustão. "Quem sabe faz ao vivo", ao que eu completo, quem não tem nada para esconder, vive em paz...
Hoje passeei pelos vinhedos com o João Valduga. Almoçamos no novo resturante Maria Valduga, mas isso tudo fica para outro post...
Bons goles e até mais...

Perguntei se eram uvas especiais as que estavam entrando na esteira de seleção e ouvi a surpreendente resposta: "São uvas da cepa Trebbiano, que usamos como parte dos vinhos base de espumante que fazemos para terceiros", contou o enólogo Daniel.
Eu resolvi colocar este post pois fiquei muito impressionada ao chegar e encontrar os principais enólogos da casa selecionando manualmente as uvas, no final de uma tarde quente de verão, para um produto que não levará nem mesmo o nome da vinícola. E para completar, não foi uma coisa feita para impressionar jornalista, pois eu estava calmamente saboreando um merecido espumante 130 com a Juciane na varanda do varejo, quando perguntei à ela onde estavam os enólogos e ela me contou que estavam no recebimento das uvas. Eu perguntei se poderíamos ir lá ver (mesmo sabendo que teria que deixar aquela perfeita taça de espumante pela metade) e ela, sem nem mesmo piscar, disse-me: "Sim, claro, quer ir agora?"
E fomos...
Por isso usei como título desta postagem o bordão do Faustão. "Quem sabe faz ao vivo", ao que eu completo, quem não tem nada para esconder, vive em paz...
Hoje passeei pelos vinhedos com o João Valduga. Almoçamos no novo resturante Maria Valduga, mas isso tudo fica para outro post...
Bons goles e até mais...
Marcadores:
Faustão,
trebbiano,
valduga
0
comentários
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Famiglia Valduga Co.
A foto acima é, para mim, um privilégio. Conheci o patriarca dos Valduga na década de 1990, na sede da vinícola no Vale dos Vinhedos. Eu e meu marido estávamos hospedados na recém-aberta pousada (somente 4 quartos e uma casa que abrigava grupos) e o local onde jantávamos, provávamos os vinhos e comprávamos produtos é onde hoje está o restaurante Luigi V (em homenagem ao sorridente patriarca). Em um banco de madeira na frente do restaurante ele se sentava, recebendo turistas com o carinho inato dos Valduga. Todos os dias ele nos sugeria lugares e vinícolas para visitar, e quando retornávamos nos convidava para um brinde e aperitivos antes do jantar.
A vinícola já era grande - que ninguém se engane - mas o tratamento era (não personalizado) pessoal mesmo. Era como estar em família.
Desde então, é assim que me sinto em relação aos Valduga. E amanhã, 4a feira de cinzas, terei o privilégio de me hospedar na pousada (agora com o elegante nome de Villa Valduga) como convidada dessa família tão especial.
Vou acompanhar (se o tempo permitir) uma parte da colheita, celebrar a festa da Vindima no próximo sábado junto aos turistas e amigos da família, e também aproveitar para conhecer a sede da Embrapa Uva e Vinho, onde João Valduga trabalhou e cujos pesquisadores são seus parceiros até hoje.
Sempre que for possível, colocarei novos posts diretamente da sede da Valduga, com algumas novidades.
A mesa posta ao lado, com sous-plat de vidro decorado com videiras, é só mais um dos lindos detalhes com os quais a família recebe seus convidados, jornalistas ou não, pois as primeiras vezes em que estive lá eu não trabalhava diretamente com o mundo do vinho e o carinho e cuidado eram os mesmos.
Deste último dia de Carnaval, seguem os desejos de bons vinhos e bons goles para todos e uma excelente safra para nossos vinhateiros no Brasil todo (mesmo sob condições adversas).
Marcadores:
pousada,
safra,
valduga
1 comentários
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Mais Sauvignon Blanc em Santa Catarina
Veja só que linda foto, feita no dia 5 de fevereiro, pelo enólogo Jefferson S. Nunes, diretor do Enolab de Flores da Cunha, nas terras altas catarinenses da Vinícola Pericó, sua cliente no estado.
As uvas da casta Sauvignon Blanc, que tradicionalmente vão muito bem no Chile, na Austrália e na Nova Zelândia, parecem gostar mais das terras altas e frias de Santa Catarina do que do Rio Grande do Sul. Claro que alguns exemplares gaúchos apresentam bons resultados, mas se nos focarmos no quesito 'tipicidade', as de Santa Catarina são mais intensas e mais representativas da casta.
O primeiro grande resultado dessas uvas por lá foi do excelente Núbio, da Sanjo, da safra 2008. Até o momento um varietal insuperável, daqueles para se comprar uma caixa e beber sem pensar demais.
Temos ainda com muito boa qualidade o da Villaggio Grando, mais delicado e mineral, vindo de um terroir já diferente do de São Joaquim.
Agora, resta-nos saber se a bela foto acima, com uvas ainda um pouco longes da colheita, poderá ser transformado em mais um varietal elegante, intenso e fresco de São Joaquim. O enólogo afirmou, na época da foto, que as bagas já começavam a mudar de coloração, afirmar sua doçura e já prenunciavam um suave aroma de maracujá.
Jefferson é o responsável técnico pelo grande sucesso dos espumantes da Pericó (que ganham prêmios desde o lançamento) e pelo rosé de Cabernet Sauvignon, mais afinado na segunda safra (de 2009) do que na primeira de 2008. Um feito e tanto, que me faz esperar ansiosamente para ver o que virá por aí.
Ah! Tudo isso sem esquecer que no ano passado foram colhidas uvas com as primeiras geadas do ano, que foram transformadas no primeiríssimo Ice Wine brasileiro, com lançamento previsto para 10/10/2010, às 10h10. Os números não foram escolhidos ao acaso, claro. Mas para saber o porque, é necessário perguntar ao proprietário da Vinícola Pericó, o empresário catarinense Wandér Weege.
Mais sobre Ice Wines (para aqueles que não o conhecem) em um próximo post.
Bons Goles de verão! Ah lá la ôôôô!!!
As uvas da casta Sauvignon Blanc, que tradicionalmente vão muito bem no Chile, na Austrália e na Nova Zelândia, parecem gostar mais das terras altas e frias de Santa Catarina do que do Rio Grande do Sul. Claro que alguns exemplares gaúchos apresentam bons resultados, mas se nos focarmos no quesito 'tipicidade', as de Santa Catarina são mais intensas e mais representativas da casta.
O primeiro grande resultado dessas uvas por lá foi do excelente Núbio, da Sanjo, da safra 2008. Até o momento um varietal insuperável, daqueles para se comprar uma caixa e beber sem pensar demais.
Temos ainda com muito boa qualidade o da Villaggio Grando, mais delicado e mineral, vindo de um terroir já diferente do de São Joaquim.
Agora, resta-nos saber se a bela foto acima, com uvas ainda um pouco longes da colheita, poderá ser transformado em mais um varietal elegante, intenso e fresco de São Joaquim. O enólogo afirmou, na época da foto, que as bagas já começavam a mudar de coloração, afirmar sua doçura e já prenunciavam um suave aroma de maracujá.
Jefferson é o responsável técnico pelo grande sucesso dos espumantes da Pericó (que ganham prêmios desde o lançamento) e pelo rosé de Cabernet Sauvignon, mais afinado na segunda safra (de 2009) do que na primeira de 2008. Um feito e tanto, que me faz esperar ansiosamente para ver o que virá por aí.
Ah! Tudo isso sem esquecer que no ano passado foram colhidas uvas com as primeiras geadas do ano, que foram transformadas no primeiríssimo Ice Wine brasileiro, com lançamento previsto para 10/10/2010, às 10h10. Os números não foram escolhidos ao acaso, claro. Mas para saber o porque, é necessário perguntar ao proprietário da Vinícola Pericó, o empresário catarinense Wandér Weege.
Mais sobre Ice Wines (para aqueles que não o conhecem) em um próximo post.
Bons Goles de verão! Ah lá la ôôôô!!!
Marcadores:
núbio,
pericó,
Santa Catarina,
sauvignon blanc
0
comentários
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Casamento em Sábado de Carnaval!
"...Venha veja deixa beija seja
O que Deus quiser
A gente se embala se embola se embola
Só pára na porta da igreja
A gente se olha se beija se molha
De chuva suor e cerveja"
Eles se conheceram há exatos 10 anos (dia 13 de fevereiro de 2000) e ontem, às 20h, eles não pararam na porta da igreja como diz a marchinha popularíssima de Caetano Veloso citada acima. Eles entraram! Eles afirmaram na frente de família e amigos MUITO emocionados, além é claro do santo patrono da capela onde casaram-se (São Judas Tadeu), que vão continuar se amando, se beijando, se embolando por muitos carnavais!
Na foto, meus primos queridos Kamila e Rafael, brindam com espumante Chandon Rosé, durante sua festa animada no clube de campo de Rio Claro.
Parabéns queridos! Muitos Carnavais, muito suor, cerveja (e espumante, claro!), chuva para refrescar, amigos para celebrar e família para apoiar!
O que Deus quiser
A gente se embala se embola se embola
Só pára na porta da igreja
A gente se olha se beija se molha
De chuva suor e cerveja"
Eles se conheceram há exatos 10 anos (dia 13 de fevereiro de 2000) e ontem, às 20h, eles não pararam na porta da igreja como diz a marchinha popularíssima de Caetano Veloso citada acima. Eles entraram! Eles afirmaram na frente de família e amigos MUITO emocionados, além é claro do santo patrono da capela onde casaram-se (São Judas Tadeu), que vão continuar se amando, se beijando, se embolando por muitos carnavais!
Na foto, meus primos queridos Kamila e Rafael, brindam com espumante Chandon Rosé, durante sua festa animada no clube de campo de Rio Claro.
Parabéns queridos! Muitos Carnavais, muito suor, cerveja (e espumante, claro!), chuva para refrescar, amigos para celebrar e família para apoiar!
"Meu coração amanheceu pegando
fogo, fogo, fogo
Foi uma morena que passou perto de mim,
fogo, fogo, fogo
Foi uma morena que passou perto de mim,
E que me deixou as......sim"
Marcadores:
carnaval,
casamento,
espumante
1 comentários
Assinar:
Postagens (Atom)

Essa aí ao lado sou eu, colhendo uvas de mesa no parreiral antigo da Valduga, neste sábado de temperaturas altíssimas na Serra.





