Caros leitores, uma das minhas postagens mais lidas de todas é aquela que fala sobre o preço dos vinhos.
Realmente, por uma série de fatores, o preço dos vinhos brasileiros é, em geral, muito alto e impeditivo, por não estimular precisamente que o consumidor encontre, entre os produtos nacionais, algo que lhe agrade por um preço justo. Temos que 'acreditar' sem provar ou pagar caro para ver. Isso não estimula a curiosidade do comprador.
Mas não vou discutir isso novamente. Vou sim colocar um link (com a devida permissão do autor) para uma análise comparativa do preço dos vinhos praticados pelas importadoras, feita pelo enófilo carioca Oscar Daudt, do portal EnoEventos:
http://www.enoeventos.com.br/201103/compara5/compara5.htm
Acho a sua leitura obrigatória para nós consumidores e apreciadores. Ela faz um comparativo dos preços praticados no Brasil e nos EUA com vinhos europeus e latinoamericanos das mesmas safras.
Francamente, não entendo como os produtores e importadores querem aumentar o consumo de vinhos de qualidade com essa política de preços (e nem vamos mencionar o tal do selo fiscal). Ela nos empurra sempre para as bebidas mais baratas e muitas vezes de menos qualidade.
Os EUA estão em recessão? Talvez. Ao menos lá isso é declarado. Aqui a inflação começa sua "marcha atlética" e ninguém parece reparar.
Aoq ue tudo indica por aqui a "lei do Gérson" continua se sobrepondo ao capitalismo puro e simples, que deveria ser o mínimo esperado.
Boa leitura e, se possível, bons goles!
terça-feira, 13 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Teoria e Prática
Os leitores mais antigos do blog já sabem que uma parte de minha vida profissional é passada em sala de aula. Sou professora do curso de Formação de Sommelier em Vinhos do SENAC do Campus de Águas de São Pedro.
Lá, que é um paraíso quente (a temperatura está constantemente acima dos 25 graus), posso dar minhas aulas em uma estrutura privilegiada, pois a escola faz parte do complexo do Grande Hotel de Águas de São Pedro (foto) e tem modernas instalações para os cursos de Gastronomia e Hotelaria.
Na semana passada, no entanto, contei com um privilégio a mais, vindo especialmente de Bento Gonçalves.
Lá, que é um paraíso quente (a temperatura está constantemente acima dos 25 graus), posso dar minhas aulas em uma estrutura privilegiada, pois a escola faz parte do complexo do Grande Hotel de Águas de São Pedro (foto) e tem modernas instalações para os cursos de Gastronomia e Hotelaria.
Na semana passada, no entanto, contei com um privilégio a mais, vindo especialmente de Bento Gonçalves.
O sommelier Vinícius Santiago, que há quatro anos trabalha na vinícola Salton, localizada no distrito de Tuiuty (foto) na saída da cidade de Bento, veio fazer uma palestra e trouxe três vinhos para serem degustados pelos alunos.
Vinícius, que é paulistano de nascimento, vive no mundo do vinho gaúcho há muitos anos (tantos quanto sua juventude permite), quer seja estudando enologia, vivendo e trabalhando na França ou como funcionário de uma das maiores vinícolas brasileiras. Na foto abaixo ele aparece decantando o Salton 100 anos, no restaurante subterrâneo da vinícola, no meio do ano passado.
Para os alunos do curso do Senac preparamos, como disse Vinícius, uma aula em "jogral", ou seja nos dividimos para explicar um pouco do que é o vinho culturalmente e como ele se insere em diversas camadas da sociedade, seja através da religião, da moda, das tradições locais e até mesmo da arte.
Durante as mais de três horas de aula degustamos o espumante Salton Evidénce (na foto abaixo servido aos colegas por um dos alunos) e os tintos Volpi Pinot Noir 2010 e Salton Talento 2006.
Vinícius ensinou técnicas, contou histórias, falou de ética e saúde e até mesmo mostrou como se abre um espumante 'com emoção' mas sem permitir que a rolha voe pela sala.
Como professora eu acredito que os alunos aprendem pela teoria, pela prática e pelos bons exemplos. Por contra disso é que faço questão de ter profissionais em sala de aula que sejam respeitados pelo mercado por seu comportamento correto e seu saber apurado.
Vinícius, fica aqui meu agradecimento público por sua disponibilidade e profissionalismo. Espero que os alunos tenham aproveitado esse momento especial.
Obrigado!
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domingo, 11 de setembro de 2011
Dez Anos Depois
Depois de muitos dias considerando se eu deveria colocar ou não esta postagem aqui, hoje resolvi que sim.
Mesmo sabendo que este é um blog de vinho e que eu já ocupei muito deste espaço para falar de coisas pessoais, eu decidi que não podemos esquecer do dia de hoje, mesmo com a churrascada, mesmo com o futebol, mesmo com as crianças brincando e a lusitana roda girando.
Imagino que, tal qual a morte do Ayrton Senna, todo mundo com mais de 25 anos é capaz de lembrar do que estava fazendo na terça-feira, 11 de setembro de 2001. Eu também sou.
Eu trabalhava na revista VEJA naquele tempo, precisamente na edição de imagens internacionais. No horário dos ataques ainda não estava lá, mas meu marido (que trabalhava na revista National Geographic) me ligou pedindo para eu ligar a TV, ainda em tempo de assistir ao vivo e em cores ao avião que atingiu a segunda torre do World Trade Center.
Trabalhando há dez anos com imagens internacionais, eu havia visto muitas guerras (a primeira guerra de Bush pai ao Iraque, por exemplo, ou o terrível conflito na Bósnia), várias catástrofes naturais, uma série de guerras civis, fome, assassinatos, atentados e outras tragédias que assolam a humanidade. Eu costumava achar que tinha desenvolvido, ao longo das intermináveis noites, um certo distanciamento de tudo, para garantir que minhas reportagens fossem o mais isentas possíveis.
O 11 de setembro jogou tudo isso por terra, literalmente.
Não vou mencionar as horas de trabalho, pois isso faz parte de cada profissão que aceitamos exercer, mas sim da comoção, da tristeza, do horror que passei separando em caixas com nomes detestáveis como 'suicídios', 'resgates', 'partes de corpos', 'destroços', 'sobreviventes' etc, as milhares de fotos que recebemos na redação.
Há 10 anos nem todos os arquivos eram digitais e assim centenas de fotos chegaram impressas, em papel fotográfico, em tamanho de uma folha de sulfite, enormes em seu horror.
Sentados em absoluto silêncio fazendo aquela pesquisa e seleção macabra, de pouco em pouco tempo um de nós soluçava, com as emoções a flor da pele pelas imagens que víamos e que - felizmente - não foram mostradas para o grande público, apenas uma pequena parte foi publicada.
Na revista VEJA SP que chegou às bancas ontem há um texto de Ivan Ângelo falando das tragédias que acontecem em nossa cidade e que elas não surgem do nada. Ele menciona os conflitos entre gangues de 'neonazistas', punks, homofóbicos, os assaltos aos caixas eletrônicos, o consumo descarado de drogas pesadas que arrasta consigo a delinquência, os atropelamentos e a violência no trânsito entre tantas outras mazelas que assombram a maior cidade do país. E foi esse texto que me convenceu a publicar esta postagem.
Por mais triste, assombroso, horroroso que seja, não podemos perder a capacidade de nos indignarmos diante da ação de pessoas que não compreendem (ou não aceitam) que não podem atentar contra a vida de ninguém, por nenhum motivo. Que só crescemos na diversidade e não sob uma mesma e arcaica visão que separa os homens por religião, posses ou atributos físicos.
Não podemos deixar de exigir de nossos governantes que melhorem a qualidade da educação - base e fundamento de qualquer sociedade que se pretenda livre e justa -, que melhorem a qualidade da saúde pública, a oferta de empregos, a infraestrutura do país.
Só assim poderemos combater as desigualdades, os fanatismos que brotam da ignorância e do ócio, podemos cobrar as pessoas conjuntamente em seu papel como cidadãos e exigir dos outros aquilo que cobramos de nós mesmos.
Tudo isso, no entanto, começa com uma pequena lição: não faço o mal que não desejo para mim. Não jogo um papel na calçada de minha cidade e nem de nenhuma outra, não fico com troco que não seja meu, não busco lucro fácil que prejudique os demais, não tomo atitudes que impactem em desperdício de recursos, sejam eles naturais ou imateriais, não espero dos outros o carinho e a compreensão que eu mesmo não sou capaz de dar (senão a frustração vira ressentimento, o ressentimento vira raiva e a raiva vira irracionalidade).
Difícil, muito difícil.
Mas não impossível. A humanidade se pergunta (ao menos a parte dela que se sente 'parte' de um todo) o que fizemos de errado, para onde o mundo está indo. Assim como sempre foi, caminhamos para uma extinção, que é o final de cada momento da história, como foi e como será. Mas no meio do caminho podemos tomar algumas atitudes que facilitem essa jornada, que não provoquem tanta tristeza, nem tanto horror em nossos corações humanos, pois tudo isso impacta em nossa alma, essa sim permeando vários tempos na história, atravessando eras e aprendendo através delas, por vezes nutrida pelas alegrias, muitas vezes minada pelas tristezas.
Não podemos esquecer, pois o esquecimento nos levará a repetir os mesmos erros.
"Paz na terra, aos homens de boa vontade".
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11 de setembro
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Da Vero!
P.S.: A frase é ótima e faz muito sentido para a humanidade. Mas em termos de vinicultura é preciso lembrar o que diz o enólogo Jefferson S. Nunes do Enolab: "O vinho é apenas o estágio intermediário entre o suco de uva e o vinagre. O bom enólogo é capaz de fazer desse um momento único e preservá-lo pelo tempo que lhe couber".
Filosofia e enologia na sexta-feira, desejando bons brindes!
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Você tem fome de que?
São Paulo é conhecida como a capital gastronômica do país e muita gente afirma que é, também, uma das mais importantes do mundo.
Eu concordo e discordo. Concordo pois temos diversidade, qualidade, técnica e produtos frescos nacionais e importados. Discordo pois entendo que nas grandes capitais mundiais da gastronomia o acesso à essa mesma diversidade e qualidade é bem mais barato do que aqui. Qualidade não precisa, necessariamente custar caro. Bom serviço não precisa custar caro, boa comida em um ambiente limpo, agradável e simpático não tem, necessariamente, que ser paga em vezes no cartão de crédito.
E São Paulo, bem, São Paulo está (gastronomicamente ou não) entre as cidades mais caras do mundo.
Por isso, comer realmente bem em SP é um desafio para quem não é rico.
Mas resolvi colocar essa postagem para falar de algumas combinações que tenho degustado nos últimos tempos.
Não resisti a fazer uma foto da bela apresentação dos cafés expressos da Casa Santa Luzia, na quinzena que eu estive lá, era um blend escolhido pela barista Renata Raposeiras, umas das mais importantes do Brasil. O café custa R$2,70 e vem com um cálice de água com gás e um cubinho de brownie. Coisas simpáticas para serem copiadas (o café, a propósito, estava perfeito).
Porque a vida já é muito complicada para que a gente coma mal e beba mal ainda por cima.
Bons brindes!
Eu concordo e discordo. Concordo pois temos diversidade, qualidade, técnica e produtos frescos nacionais e importados. Discordo pois entendo que nas grandes capitais mundiais da gastronomia o acesso à essa mesma diversidade e qualidade é bem mais barato do que aqui. Qualidade não precisa, necessariamente custar caro. Bom serviço não precisa custar caro, boa comida em um ambiente limpo, agradável e simpático não tem, necessariamente, que ser paga em vezes no cartão de crédito.
E São Paulo, bem, São Paulo está (gastronomicamente ou não) entre as cidades mais caras do mundo.
Por isso, comer realmente bem em SP é um desafio para quem não é rico.
Mas resolvi colocar essa postagem para falar de algumas combinações que tenho degustado nos últimos tempos.
Não sei se já falei aqui, mas o melhor gnocchi que existe para mim é o que minha mãe faz (felizmente na semana passada comi o de uma xará minha que também é muito bom!) e eu prefiro com uma simples manteiga/azeite de sálvia, pimenta branca moída na hora e sal marinho do que com o molho de tomates que é feito para meu pai. Para harmonizar abri minha última garrafa de Chardonnay Gran Reserva Valduga 2008, um dos poucos vinhos brancos nacionais que estão na classe dos 'excelentes' e de uma safra até agora imbatível. Dourado e no auge de sua evolução, fez uma dessas harmonizações de comer ajoelhado, agradecendo pelo momento!
Comendo fora de casa, estive com minha amiga Juliana no restaurante Cosí (no bairro antigo de Santa Cecília) e provei o caneloni recheado de carne de pato com molho agridoce de beterraba, um dos pratos mais pedidos da casa. Ele foi acompanhado por um Cabernet Sauvignon Província de São Pedro Lote 1, da Campanha Gaúcha, que não fez feio!
Tive que deixar o vinho de lado e escolher uma cerveja pilsen básica para acompanhar o sanduíche de pernil com vinagrete do Bar Estadão, um dos mais tradicionais de São Paulo. Não sou expert em cervejas, mas pelo que sei, alí uma cerveja escura, mais amarga iria cair tão bem que a tentação seria não parar de comer e de beber. Mas o que tinha por lá era pilsen ou malzbier.
Mesmo depois de décadas o sanduíche continua impecável. Um dos donos me disse que durante a semana são consumidos em média 20 pernis (e cada um é suficiente para 40 sanduíches) e nos finais de semana esse número dobra. Vale ir até o centro da cidade para isso!
Por fim, a mesa posta para o jantar das Bodas de Cristal, celebradas com Champagne Perriér Jouet, à luz de velas, com salada com vinagrete de morangos e mil folhas de cogumelos e aspargos e como prato principal, ravioles recheados de brie, alho poró e amêndoas com molho cremoso de ameixas amarelas, damasco e limão siciliano.
Bons brindes!
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GUIA DE VINHOS DO BRASIL
Caros leitores do blog Vinho Verde Amarelo, é com muito prazer que posso - finalmente - contar para vocês uma das coisas que estive fazendo nos últimos meses em prol dos vinhos brasileiros: o Guia ADEGA Vinhos do Brasil.
A ideia estava na cabeça dos editores da Inner (o publisher Christian Burgos e o editor Arnaldo Grizzo) há mais de um ano. Mas a empresa teve o prazer de poder fazer a edição brasileira do guia Descorchados (do chileno Patricio Tapia), que foi lançado na última Expovinis, e isso tomou bastante tempo.
Com o Descorchados entregue (para quem não sabe o guia é um sucesso editorial em muitos países, com várias centenas de vinhos chilenos e argentinos degustados, pontuados e comentados), o guia brasileiro começou a ser feito.
Isso tudo aconteceu há vários meses e de lá para cá estivemos degustando, pesquisando e escrevendo essa primeira edição que mostra, mais do que tudo, a diversidade da produção nacional e o patamar de qualidade que muitos produtos já alcançaram.
Como colaboradora da revista ADEGA há quatro anos, dedicada na maior parte do tempo aos vinhos nacionais, ainda assim me surpreendi com vários produtos que eu não conhecia (entre vinícolas novas e antigas) e fiquei muito feliz ao notar quão poucos vinhos ficaram de fora por problemas de qualidade.
Tenho certeza que uma degustação como essa não poderia ter sido feita 10 anos atrás, pois os vinhos brasileiros evoluiram muito nesse curto espaço de tempo.
A ideia estava na cabeça dos editores da Inner (o publisher Christian Burgos e o editor Arnaldo Grizzo) há mais de um ano. Mas a empresa teve o prazer de poder fazer a edição brasileira do guia Descorchados (do chileno Patricio Tapia), que foi lançado na última Expovinis, e isso tomou bastante tempo.
Com o Descorchados entregue (para quem não sabe o guia é um sucesso editorial em muitos países, com várias centenas de vinhos chilenos e argentinos degustados, pontuados e comentados), o guia brasileiro começou a ser feito.
Isso tudo aconteceu há vários meses e de lá para cá estivemos degustando, pesquisando e escrevendo essa primeira edição que mostra, mais do que tudo, a diversidade da produção nacional e o patamar de qualidade que muitos produtos já alcançaram.
Como colaboradora da revista ADEGA há quatro anos, dedicada na maior parte do tempo aos vinhos nacionais, ainda assim me surpreendi com vários produtos que eu não conhecia (entre vinícolas novas e antigas) e fiquei muito feliz ao notar quão poucos vinhos ficaram de fora por problemas de qualidade.
Tenho certeza que uma degustação como essa não poderia ter sido feita 10 anos atrás, pois os vinhos brasileiros evoluiram muito nesse curto espaço de tempo.
Os 275 vinhos degustados (isso mesmo pessoal!) foram provados às cegas por mim e pelo enófilo e colega editor de ADEGA Eduardo Milan (foto abaixo), em várias etapas, todas com o apoio da equipe do restaurante Praça São Lourenço em São Paulo e do sommelier Nei.
Claro que alguns produtos ficaram de fora, pois não tínhamos como receber toda a produção nacional sem chamarmos a atenção para o projeto que, ao menos nesse primeiro momento, deveria ser secreto para garantir que não nos fossem enviadas garrafas 'especiais', só para serem degustadas para um guia.
Assim, os produtores nacionais (algumas vezes através de associações e entidades) foram convidados a enviar os produtos que quisessem, desde que ainda estivessem em comercialização no mercado e, preferencialmente com safra de 2008 em diante.
Confesso que nem eu mesma sei todas as amostras que chegaram, pois para garantir a integridade da degustação, enós degustadores não podíamos saber o que já estava na redação e o que não estava.
O fato é que, 100 dias depois de nossa primeira degustação, o Guia ficou pronto!
Acredito que os enófilos vão encontrar muitas informações úteis e uma outra facilidade: a compra em bancas de jornal por um tempo determinado e também no site www.lojaadega.com.br O preço está por volta de R$ 25,00.
Bons (e brasileiríssimos) goles!
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Um enólogo, uma vinícola, um terroir
Dirceu Scottá é o enólogo responsável da Vinícola Monte Lemos, conhecida dos consumidores como Dal Pizzol.
Trabalhando com a família desde muito jovem, Dirceu conquistou espaços dentro e fora da empresa, tendo sido presidente da ABE por dois mandatos consecutivos e mantendo um controle rígido dos produtores que cultivam as uvas para a família Dal Pizzol em várias partes do RS.
A propriedade, no distrito de Faria Lemos, é um enorme parque, com lago, um parreital experimental com vinhas de todo o mundo, restaurante, espaço para crianças e animais soltos em um meio-ambiente preservado e belo.
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