Acabo de saber que o Brasil vitivinícola perdeu Cleber Andrade, em um acidente na cidade de Barra do Ribeiro, no Rio Grande do Sul.
Eu conheci Cleber (que aparece em pé, na foto acima) nessa exata noite, em setembro de 2007.
Ele era, então, o enólogo responsável da vinícola Perini, de Farroupilha. No entanto, a vinícola havia adquirido as instalações da Bacardi Martini em Garibaldi, onde Cleber trabalhava anteriormente. Essa foto, aliás, foi feita lá.
Com o passar do anos Cleber foi, para mim, não apenas uma fonte segura e confiável de informações. Ele foi mais do que isso, profissionalmente ele foi um professor. Ensinou-me em linguagem acessível para uma leiga como eu, muitos dos detalhes do mundo do vinho, com paciência e bom humor.
Mas não é só isso. Cleber era um cantador, imitador, declamador de poesias. Na foto acima, à direita, ele emocionou à todos os presentes com poesias gauchescas cheias de emoção e nativismo. Essa foto foi feita em 2009, na Vinícola Geisse.
Não havia como ficar triste ao seu lado, mesmo quando ele compartilhava críticas ao mundo do vinho.
Na foto abaixo, feita em setembro de 2010, conversamos durante um jantar na Casa Valduga e lembro-me de suas palavras como se soassem em meus ouvidos ainda hoje: "Sílvia, nós brasileiros 'até' já aprendemos a fazer bons vinhos, mas ainda não aprendemos a vendê-los. Parece que não queremos nos desapegar do que fazemos" disse-me ele entre um brinde e outro.
Por fim, em setembro do ano passado, durante a Avaliação Nacional de Vinhos, ele desvendou para mim um dos 'segredos' dos aromas do vinho, explicando-me em poucas palavras um problema que acontece em alguns produtos e para o qual eu nunca havia tido uma boa explicação, a redução. Lembro-me dele chacoalhando a taça na mão, para me mostrar que com o movimento e a aeração, o aroma desagradável que eu sentia no produto, desaparecia. Lição de mestre, prática e teórica. Pouca gente consegue.
Pouco mais de um mês depois, voltamos a nos encontrar, na foto abaixo, num jantar no Valle Rústico, durante o Concurso do Espumante Brasileiro.
Foi uma noite memorável (não apenas pelo fato de todos os enólogos na foto estarem de camisas listradas), mas porque ele, Cleber (à esquerda na foto) junto de seu grande amigo Antonio Czarnobay (outro mestre dos espumantes brasileiros) terem cantado para mim e para o amigo Didú Russo, declamado poesias e espalhado chistes que fizeram dessa noite uma ocasião inesquecível, uma das mais alegres de minha vida.
E é exatamente esse último encontro que quero guardar em minha memória. Sua inteligência, sua alegria, seu humor e sua generosidade!
Sei que as coisas e as pessoas são impermanentes e que os únicos remédios que nos salvam da dor são a alegria e o amor (e algumas vezes o vinho, porque não?), por isso levanto meu brinde hoje ao amigo e enólogo Cleber Andrade, que nos deixa a saudade mas irá, com certeza, alegrar as pessoas no lugar para onde for!
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Suco de uva Integral
Quando reproduzi aqui o infográfico que o Ibravin me cedeu, mostrando quanto de suco de uva existe em cada tipo de 'suco de uva' que as pessoas compram, recebi várias mensagens pedindo informações.
Como não sou especialista no assunto (mas sendo jornalista conheço quem é), fui pedir para uma pessoa muito querida, a enóloga Geyce M. Salton, dona de uma fábrica de sucos, que escrevesse algo para o blog.
Gentilmente, e com as lindas fotos acompanhando, ela me enviou o texto abaixo.
A empresa dela e do noivo (foto abaixo entre os vinhedos) chama-se Vistamontes Sucos Naturais e fica na linha Paulina, no distrito de Faria Lemos, Bento Gonçalves (RS).
Como não sou especialista no assunto (mas sendo jornalista conheço quem é), fui pedir para uma pessoa muito querida, a enóloga Geyce M. Salton, dona de uma fábrica de sucos, que escrevesse algo para o blog.
Gentilmente, e com as lindas fotos acompanhando, ela me enviou o texto abaixo.
A empresa dela e do noivo (foto abaixo entre os vinhedos) chama-se Vistamontes Sucos Naturais e fica na linha Paulina, no distrito de Faria Lemos, Bento Gonçalves (RS).
O SUCO DE UVA INTEGRAL - Por Geyce Marta Salton
São inúmeras as evidências associando o
consumo de vinho tinto aos benefícios à saúde humana. No entanto, muitas pessoas
apresentam restrições ao consumo de bebidas alcoólicas e, nestes casos, o
consumo de suco de uva integral vem sendo anunciado como uma substituição com benefícios
equivalentes.
O suco de uva integral é aquele obtido através
da simples extração do líquido do grão da uva por variados processos, sem receber nenhuma adição
de insumos, como açúcares, água ou conservantes. Os açúcares presentes no produto final provêm
exclusivamente das uvas.
A princípio,
o suco pode ser elaborado com qualquer variedade de uvas, desde que atinjam uma
maturação adequada e apresentem ótimo estado sanitário. Porém, para elaborar um
bom suco de uva integral deve-se utilizar variedades que possuam um bom equilíbrio
entre o açúcar e a acidez e, além disso, que mantenham suas características
organolépticas após a pasteurização.
O suco produzido em
muitos países de tradição vitícola é elaborado com uvas Vitis vinifera,
tanto de variedades brancas quanto tintas, como Moscatos, Cabernets... Já
o suco de uva brasileiro é elaborado principalmente com as uvas Vitis
labrusca, de origem americana. Dentre as cultivares,
merecem destaque a Concord, Isabel e Bordô para a elaboração de suco de uva
tinto e a Niágara Branca para a elaboração do suco de uva branco.
O volume elevado de
cultivares da espécie Vitis labrusca existentes na Serra Gaúcha é
um dos principais fatores responsáveis pela sua utilização no suco de uva,
garantindo um produto de elevada tipicidade e qualidade.
Por ser um produto 100% natural, as características
finais do suco de uva guardam estreita relação com a qualidade da uva. Em função
disso, uvas de qualidade são imprescindíveis para a obtenção de um suco de uva
saboroso.
Os cuidados no manejo do vinhedo, adubações,
controles de doenças e determinação exata do ponto de colheita são muito
importantes para a obtenção da qualidade ideal das uvas para suco.
O processo de elaboração
consiste no esmagamento das uvas, com separação do engaço (os cabinhos). Logo
após inicia-se o aquecimento das uvas para a extração do suco. Este período é necessário para o
desprendimento da cor e do aroma das cascas, e para separação do líquido.
Após este breve período (entre 1h e 2h) o suco é
pasteurizado (aquecido a 85°C) e envasado a quente. Esse processo garante a
conservação do suco por até 3 anos na embalagem original.
Todo o processo produtivo, desde a colheita da uva no vinhedo até o suco
pronto para beber, ocorre de maneira àgil e asséptica, garantindo o sabor e o
frescor da fruta madura.
Quer saber mais? Acesse o site da empresa: www.vistamontes.com.br
Obrigado Geyce, pela disposição e carinho!
Bons goles de suco de uva para todos!
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
IPs e DOs
Bom dia!
Feliz semana de verão para todos!
Indico a leitura da matéria de hoje do Jornal do Comércio de Porto Alegre (link está abaixo), que entrevista o presidente da Aprovale, Rogério Valduga, empresário e vitivinicultor gaúcho, sobre o desconhecimento dos consumidores acerca das Indicações de Procedência e das Denominações de Origem, não apenas de vinhos, mas também de outros produtos, como queijos, café e até mesmo as panelas de barro feitas no Espírito Santo, que agora tem certificação de origem.
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=85803
Concordo com Valduga em muitos aspectos, mas vou mais longe ainda: acho que o brasileiro médio (que é precisamente o consumidor que precisa ser conquistado pela indústria vitivinícola) vem sofrendo, nos últimos 20 anos, de um desconhecimento atroz sobre variados temas de nossa cultura e tradições.
Vou por ênfase aqui na palavra desconhecimento, subproduto das falhas que vem sendo cometidas nos últimos 30 anos no processo educacional brasileiro, do qual já falei aqui. Mas não apenas isso.
A maior parte dessas pessoas entende como 'cultura' aquilo que a mídia de massa propaga, ou seja, a fácil trilogia "futebol, carnaval e cerveja (ou cachaça)".
O que ninguém se detêm para pensar é que essa trilogia é alimentada por milhões e milhões de dinheiros (sim, pois existe mais de uma moeda em jogo aqui) que, num círculo vicioso e viciante, alimentam e conservam essa mídia de massa, e portanto, se não houver 'dinheiros' nos bolsos certos, é apenas disso que a mídia vai falar, e é apenas isso que o brasileiro médio vai entender como 'seu'.
Não tenho nada contra essa trilogia, entendam. E sei que isso também é Brasil, mas não apenas isso.
Temos praias (muitas), vales, montanhas, grandes cidades, canyons, rios e riachos, corredeiras e cordilheiras, quedas d'água e cachoeiras, caatinga e pantanal, floresta tropical e subúmida, campos e planícies.
Somos brasileiros portugueses, brasileiros italianos, brasileiros espanhóis, brasileiros índios, brasileiros africanos, brasileiros árabes (libaneses/turcos/marroquinos), brasileiros orientais (japoneses/chineses/coreanos), brasileiros sulamericanos (argentinos/paraguaios/colombianos/peruanos), brasileiros alemães (poloneses/húngaros/búlgaros). Somos brasileiros de todas as etnias.
Temos Carnaval, temos Bumba-meu-Boi, temos Congada, Folia de Reis, Festa de Vindima e da Uva, Festas Juninas monumentais, o Círio de Nazaré e a Lavagem das Escadarias do Bomfim, entre tantas outras festas que celebram o sincretismo religioso e a "panela de pedra-sabão borbulhante" de cultura que é este país.
É por tudo isso que concordo sim, com o que disse Rogério Valduga, mas acho que a solução do problema passa por uma coisa que ninguém quer encarar: a falta de educação focada na cultura geral e popular que vem junto com ela.
Quando eu critico programas do tipo BBB o que eu estou criticando, na verdade, é o 'zero' de informação que está por detrás dessa programação (e nem estou discutindo aqui o aspecto psicológico de um viver 'através' de personagens televisivos). Não estou, também, defendendo aquelas programações 'culturais' de alguns canais alternativos que se dedicam à horas e horas de uma mesma coisa dita cultural, sem narração, sem trilha-sonora, sem atrativos.
Para fazer uma comparação rápida e utilizando a mesma rede de televisão, tomamos o Globo Repórter, um dos programas de maior audiência desse canal. E dentro dele quais são os 3 tipos de reportagem que mais despertam atenção? Saúde, Natureza e Aventura. Ou seja, fora os temas de saúde (que não raro fazem paralelo com a medicina natural e com as tradições de cada região), tudo o mais fala de cultura, tradição e regionalidade.
Ou seja, é um racionício raso dizer que o BBB é o que a polulação quer ver. O BBB é, sim, uma forma de fazer a população comprar um lixo travestido de entretenimento. Dá mais audiência e dinheiro do que o Globo Repórter, com certeza.
Por fim, não acredito (e nem desejo) um mundo de 'direita nacionalista' onde todos os desenhos animados japoneses sejam trocados pela Emília ou pelo Jeca Tatu, e todos os brinquedos da Disney sejam substituídos pelo Cocoricó. Esse movimento de globalização é sem volta, não tem choro nem vela quanto a isso.
Mas acredito que uma nação bem educada faz escolhas mais inteligentes, e sabe quando está sendo iludida ou ludibriada e algumas vezes até permite isso, pela conveniência da catarse. E a palavra chave aqui é conhecimento. Nada, nada substitui a informação e o conhecimento, em nenhuma instância de nosso viver.
Bons brindes nesta semana quente!
"Em fevereiro (em fevereiro) tem carnaval (tem carnaval). Tenho um fusca e um violão. Sou flamengo e tenho uma nêga chamada Teresa, mas que beleza!" Jorge Benjor
Feliz semana de verão para todos!
Indico a leitura da matéria de hoje do Jornal do Comércio de Porto Alegre (link está abaixo), que entrevista o presidente da Aprovale, Rogério Valduga, empresário e vitivinicultor gaúcho, sobre o desconhecimento dos consumidores acerca das Indicações de Procedência e das Denominações de Origem, não apenas de vinhos, mas também de outros produtos, como queijos, café e até mesmo as panelas de barro feitas no Espírito Santo, que agora tem certificação de origem.
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=85803
Concordo com Valduga em muitos aspectos, mas vou mais longe ainda: acho que o brasileiro médio (que é precisamente o consumidor que precisa ser conquistado pela indústria vitivinícola) vem sofrendo, nos últimos 20 anos, de um desconhecimento atroz sobre variados temas de nossa cultura e tradições.
Vou por ênfase aqui na palavra desconhecimento, subproduto das falhas que vem sendo cometidas nos últimos 30 anos no processo educacional brasileiro, do qual já falei aqui. Mas não apenas isso.
A maior parte dessas pessoas entende como 'cultura' aquilo que a mídia de massa propaga, ou seja, a fácil trilogia "futebol, carnaval e cerveja (ou cachaça)".
O que ninguém se detêm para pensar é que essa trilogia é alimentada por milhões e milhões de dinheiros (sim, pois existe mais de uma moeda em jogo aqui) que, num círculo vicioso e viciante, alimentam e conservam essa mídia de massa, e portanto, se não houver 'dinheiros' nos bolsos certos, é apenas disso que a mídia vai falar, e é apenas isso que o brasileiro médio vai entender como 'seu'.
Não tenho nada contra essa trilogia, entendam. E sei que isso também é Brasil, mas não apenas isso.
Temos praias (muitas), vales, montanhas, grandes cidades, canyons, rios e riachos, corredeiras e cordilheiras, quedas d'água e cachoeiras, caatinga e pantanal, floresta tropical e subúmida, campos e planícies.
Somos brasileiros portugueses, brasileiros italianos, brasileiros espanhóis, brasileiros índios, brasileiros africanos, brasileiros árabes (libaneses/turcos/marroquinos), brasileiros orientais (japoneses/chineses/coreanos), brasileiros sulamericanos (argentinos/paraguaios/colombianos/peruanos), brasileiros alemães (poloneses/húngaros/búlgaros). Somos brasileiros de todas as etnias.
Temos Carnaval, temos Bumba-meu-Boi, temos Congada, Folia de Reis, Festa de Vindima e da Uva, Festas Juninas monumentais, o Círio de Nazaré e a Lavagem das Escadarias do Bomfim, entre tantas outras festas que celebram o sincretismo religioso e a "panela de pedra-sabão borbulhante" de cultura que é este país.
É por tudo isso que concordo sim, com o que disse Rogério Valduga, mas acho que a solução do problema passa por uma coisa que ninguém quer encarar: a falta de educação focada na cultura geral e popular que vem junto com ela.
Quando eu critico programas do tipo BBB o que eu estou criticando, na verdade, é o 'zero' de informação que está por detrás dessa programação (e nem estou discutindo aqui o aspecto psicológico de um viver 'através' de personagens televisivos). Não estou, também, defendendo aquelas programações 'culturais' de alguns canais alternativos que se dedicam à horas e horas de uma mesma coisa dita cultural, sem narração, sem trilha-sonora, sem atrativos.
Para fazer uma comparação rápida e utilizando a mesma rede de televisão, tomamos o Globo Repórter, um dos programas de maior audiência desse canal. E dentro dele quais são os 3 tipos de reportagem que mais despertam atenção? Saúde, Natureza e Aventura. Ou seja, fora os temas de saúde (que não raro fazem paralelo com a medicina natural e com as tradições de cada região), tudo o mais fala de cultura, tradição e regionalidade.
Ou seja, é um racionício raso dizer que o BBB é o que a polulação quer ver. O BBB é, sim, uma forma de fazer a população comprar um lixo travestido de entretenimento. Dá mais audiência e dinheiro do que o Globo Repórter, com certeza.
Por fim, não acredito (e nem desejo) um mundo de 'direita nacionalista' onde todos os desenhos animados japoneses sejam trocados pela Emília ou pelo Jeca Tatu, e todos os brinquedos da Disney sejam substituídos pelo Cocoricó. Esse movimento de globalização é sem volta, não tem choro nem vela quanto a isso.
Mas acredito que uma nação bem educada faz escolhas mais inteligentes, e sabe quando está sendo iludida ou ludibriada e algumas vezes até permite isso, pela conveniência da catarse. E a palavra chave aqui é conhecimento. Nada, nada substitui a informação e o conhecimento, em nenhuma instância de nosso viver.
Bons brindes nesta semana quente!
"Em fevereiro (em fevereiro) tem carnaval (tem carnaval). Tenho um fusca e um violão. Sou flamengo e tenho uma nêga chamada Teresa, mas que beleza!" Jorge Benjor
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
A Vindima no Chile
Enquanto aqui no sul do Brasil a colheita está à toda velocidade e em Santa Catarina os vitivinicultures não tiram os olhos dos vinhedos, contando os dias para começar a colher, em outras partes da América do Sul esse processo ainda está em outras fases.
Na Argentina e no Chile, as uvas ainda estão amadurecendo e as tintas, principalmente ainda estão mudando de cor (a pinta, que sinaliza o início do amadurecimento).
Em minha última visita ao Chile, em setembro de 2010, tive a oportunidade de conhecer Jon Usabiaga (foto abaixo), enólogo da Viña Aresti, vinícola que pertence a um dos mais importantes grupos familiares que atuam no agronegócio.
Eles estão localizados no vale de Curicó, distante 190km de Santiago, na região centro sul do Chile.
Curicó significa 'água negra' em referência a cor das águas do riachos que permeiam a região e a vinícola Aresti (foto acima) é a que está localizada mais ao sul dessa zona, perto da cidade de Molina.
Quando estive por lá, pude conhecer as modernas instalações deles e provar uma boa parte da grande linha (cheia de produtos interessantes e bons) que eles produzem, da qual, infelizmente poucas coisas chegam ao Brasil. Por aqui o mais conhecido é o Espiritú de Chile.
Nas fotos abaixo estão a adega subterrânea, com as áreas para amadurecimento em barricas de carvalho, e envelhecimento e evolução em garrafas.
Na última foto uma visão dos vinhedos, que naquela época do ano apenas tinham começado a brotar.
Pedi para que Jon escrevesse um texto para o blog, contando como estão as coisas por lá e o que ele escreveu está abaixo. Espero que apreciem a mudança de cenário momentânea!
(Acima: Cacho de Carmenére que começou a mudar de cor na propriedade de Molina, em Curicó e Abaixo: Cacho de Carmenére quase completamente escuro, por conta de outra orientação em relação ao sol - as fotos foram feitas dia 30 de janeiro de 2012)
Los tintos debieran comenzar con Merlot, seguido por Malbec, Pinot y algunos Cabernet Sauvignon ya entrando en Abril, junto a los Syrah/Shiraz. El Carmenere nos entregará sus frutos la primera semana de Mayo, así que aun nos queda mucha paciencia por “gastar”.
(Pinot Noir 'pintando' - mudando de cor - foto feita dia 30 de janeiro de 2012).
Muito obrigado Jon, pela enorme gentileza! Desejo uma excelente cosecha e grande vinhos em 2012!
Saludos desde Brasil!
Bom final de semana para todos e bons goles!
Na Argentina e no Chile, as uvas ainda estão amadurecendo e as tintas, principalmente ainda estão mudando de cor (a pinta, que sinaliza o início do amadurecimento).
Em minha última visita ao Chile, em setembro de 2010, tive a oportunidade de conhecer Jon Usabiaga (foto abaixo), enólogo da Viña Aresti, vinícola que pertence a um dos mais importantes grupos familiares que atuam no agronegócio.
Eles estão localizados no vale de Curicó, distante 190km de Santiago, na região centro sul do Chile.
Curicó significa 'água negra' em referência a cor das águas do riachos que permeiam a região e a vinícola Aresti (foto acima) é a que está localizada mais ao sul dessa zona, perto da cidade de Molina.
Quando estive por lá, pude conhecer as modernas instalações deles e provar uma boa parte da grande linha (cheia de produtos interessantes e bons) que eles produzem, da qual, infelizmente poucas coisas chegam ao Brasil. Por aqui o mais conhecido é o Espiritú de Chile.
Nas fotos abaixo estão a adega subterrânea, com as áreas para amadurecimento em barricas de carvalho, e envelhecimento e evolução em garrafas.
Na última foto uma visão dos vinhedos, que naquela época do ano apenas tinham começado a brotar.
Pedi para que Jon escrevesse um texto para o blog, contando como estão as coisas por lá e o que ele escreveu está abaixo. Espero que apreciem a mudança de cenário momentânea!
Pre-Vendimia
en Curicó – Chile - Jon Usabiaga 31/01/12
El
calor, los días brillantes y soleados, la disponibilidad de agua al límite y
una relativa confusión en los precios de la uva son las características que
recordaremos de este tiempo previo a la vendimia 2012 en la región central de Chile.
La
temporada comenzó con una salida de invierno con cerca de un 35-40% de menor
pluviometría que en un año normal y una rápida alza de temperaturas entre los
meses de octubre y noviembre. En la zona no se registraron heladas
significativas durante la brotación de las vides, lo que sumado a 2 años de
rendimientos relativamente bajos, hacen prever una producción por lo menos
normal, si no hay eventos climáticos en el futuro cercano que inclinen la
balanza. Se pronostica que “La Niña” (Fenómeno asociado a corrientes marinas
que hacen descender la temperatura provocando una menor evaporación del agua de
mar y por tanto menos lluvia que la habitual en Chile) va a continuar con su
influencia por lo menos hasta Abril, lo que vaticina una temporada larga y calurosa.
Con ello, está la expectativa de una ventana de madurez muy apropiada para
obtener vinos tintos de alta calidad.
La
fruta se ve sana en lo que va corrido de la temporada. No ha llovido nada desde
Agosto (Normal) y no ha sido necesaria la aplicación de fitosanitarios fuera de
programa. La carga ha sido necesaria corregirla en algunos casos y se ve una buena cantidad de fruta en
la mayoría de las variedades.
Estamos en pleno período de “pinta” para la mayoría de las cepas. Ya la
uva a comenzado a acumular algo de azúcar, llegando a alrededor de 4-6 % de
alcohol probable.
(Acima: Cacho de Carmenére que começou a mudar de cor na propriedade de Molina, em Curicó e Abaixo: Cacho de Carmenére quase completamente escuro, por conta de outra orientação em relação ao sol - as fotos foram feitas dia 30 de janeiro de 2012)
Aquellas bodegas que elaboran espumantes,
están prontas a cosechar sus uvas para sus vinos base, en unos 10 días más.
Para el resto de los uvas, el pronóstico es comenzar con Gewürztraminer
(que se desarrolla muy bien en esta zona) alrededor de la última semana de
febrero, dependiendo de los diferencias de cada predio. Luego continuar con
Sauvignon Blanc (Vastamente producida en la zona de Curicó y definitivamente el
mayor volumen en Chile) para seguir con Chardonnay a mediados de Marzo.Los tintos debieran comenzar con Merlot, seguido por Malbec, Pinot y algunos Cabernet Sauvignon ya entrando en Abril, junto a los Syrah/Shiraz. El Carmenere nos entregará sus frutos la primera semana de Mayo, así que aun nos queda mucha paciencia por “gastar”.
(Pinot Noir 'pintando' - mudando de cor - foto feita dia 30 de janeiro de 2012).
Muito obrigado Jon, pela enorme gentileza! Desejo uma excelente cosecha e grande vinhos em 2012!
Saludos desde Brasil!
Bom final de semana para todos e bons goles!
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Eu Brindo aos Argentinos!
Eu resisti, confesso...pois esse é um daqueles vizinhos que incomodam sabe? A gente vive querendo ver como é a casa deles, mas sempre que pode dá uma 'criticadinha' de leve...
É errado, tenho certeza, agrega o que não preciso ao carma já paquidérmico que carrego. Mas é difícil não dizer que os argentinos são os vizinhos que amamos odiar.
Eles estão frequentemente em pior situação econômica do que nós, vivem de glórias do passado, acham que estão na Europa e não na América do Sul e acham que os jogadores de futebol deles são melhores que os nossos. Enfim, não vou enumerar todas as coisas que muitos de nós temos "contra" esses vizinhos, nem dizer que se pudéssemos trocá-los pelos chilenos, nós o faríamos num piscar de olhos (ooops...já disse).
(Embora eu tenha que confessar aqui, publicamente e para minha quase completa vergonha, que se eu pudesse teria um 'pied à terre' em Buenos Aires, para passar feriados e finais de semana. 2h30 de avião e um mundo de diferença...)
Mas o que vou dizer é que algumas vezes temos que dar a mão à palmatória. Nesse caso, pior, dizer que eles acertaram e nós...nem tentamos.
Assista ao vídeo abaixo, que passa na TV aberta dos argentinos. Com ídolos da música local e a bebida nacional do país.
Não, não é propaganda de cerveja ou de cachaça com atores globais fingindo que bebem e que vão à praia ao lado de seus fãs (e de havaianas).
Vejam:
A letra está a seguir, para vocês verem como se faz uma campanha bacana, simpática, emocionante e simples (e sem regionalismos).
Meu brinde hoje é aos nossos vizinhos argentinos! Que o vinho nos una, sempre!
É errado, tenho certeza, agrega o que não preciso ao carma já paquidérmico que carrego. Mas é difícil não dizer que os argentinos são os vizinhos que amamos odiar.
Eles estão frequentemente em pior situação econômica do que nós, vivem de glórias do passado, acham que estão na Europa e não na América do Sul e acham que os jogadores de futebol deles são melhores que os nossos. Enfim, não vou enumerar todas as coisas que muitos de nós temos "contra" esses vizinhos, nem dizer que se pudéssemos trocá-los pelos chilenos, nós o faríamos num piscar de olhos (ooops...já disse).
(Embora eu tenha que confessar aqui, publicamente e para minha quase completa vergonha, que se eu pudesse teria um 'pied à terre' em Buenos Aires, para passar feriados e finais de semana. 2h30 de avião e um mundo de diferença...)
Mas o que vou dizer é que algumas vezes temos que dar a mão à palmatória. Nesse caso, pior, dizer que eles acertaram e nós...nem tentamos.
Assista ao vídeo abaixo, que passa na TV aberta dos argentinos. Com ídolos da música local e a bebida nacional do país.
Não, não é propaganda de cerveja ou de cachaça com atores globais fingindo que bebem e que vão à praia ao lado de seus fãs (e de havaianas).
Vejam:
Meu brinde hoje é aos nossos vizinhos argentinos! Que o vinho nos una, sempre!
EL VINO NOS UNE
Versão baseada ma música "Salud Dinero y Amor", de Andrés Calamaro.
Brindo por las mujeres
Que derrochan simpatia
Brindo por los que vuelven
Con las luces de otro dia
Brindo porque recuerdo tu cuerpo
Pero olvide tu cara
Brindo por lo que tuve
Porque ya no tengo nada
Brindo por el momento
En que tu y yo nos conocimos
Y por los corazones
Que se han roto en el camino
Brindo por el recuerdo
Y tambien por el olvido
Brindo porque esta noche
Un amigo paga el vino!
Porque la vida es dura
Por el fin de la amargura
Brindo porque me olvido
Los motivos porque brindo
Brindo por lo que sea
Que caiga hoy en el vaso
Brindo por la victoria
Por el empate y por el fracaso!
Brindo por las canciones
Que va tocando la orquestra
Caiga quien caiga brindo
Por el alma de esta fiesta
No es un momento triste
Ya que brindo con amigos
Brindo por el futuro
Por la musica y el vino
Brindo por esta mesa
Y por la buena compañia
Brindo por los domingos
Y por tantas alegrias
Brindo por los acordes
Que han reunido a estos amigos
Siempre que estemos juntos
Que en la mesa haya un buen vino!
Salud!
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Eu não sou de Bento, mas...
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Com a palavra, um especialista!
Como os meus leitores mais antigos sabem, não sou enóloga (não tenho formação nem em curso técnico e nem superior em Enologia), sou jornalista e sommeliére apenas.
Assim, nesta época em que muito falamos de colheita e vinificação, é bom dar a palavra a quem realmente sabe do que está falando, para não correr o risco de dizer coisas erradas ou de parecer pedante.
Portanto, na foto ao lado vocês vêem Adolfo Lona, enólogo argentino que adotou o Brasil há quase 40 anos, a maior parte deles dedicados aos espumantes.
Atualmente, em sua própria empresa, ele se dedica a fazer alguns dos borbulhantes mais interessantes do país, e é por conta disso que recomendo, nesta época de colheita, a leitura de seu blog, onde ele colocou hoje a explicação do método de transformação das uvas Chardonnay em vinho base para espumante.
O link é: http://adolfolona.blogspot.com/2012/01/elaboracao-de-chardonnay-2012.html
Se esse assunto lhes interessa, não deixem de acompanhar!
Assim, nesta época em que muito falamos de colheita e vinificação, é bom dar a palavra a quem realmente sabe do que está falando, para não correr o risco de dizer coisas erradas ou de parecer pedante.
Portanto, na foto ao lado vocês vêem Adolfo Lona, enólogo argentino que adotou o Brasil há quase 40 anos, a maior parte deles dedicados aos espumantes.
Atualmente, em sua própria empresa, ele se dedica a fazer alguns dos borbulhantes mais interessantes do país, e é por conta disso que recomendo, nesta época de colheita, a leitura de seu blog, onde ele colocou hoje a explicação do método de transformação das uvas Chardonnay em vinho base para espumante.
O link é: http://adolfolona.blogspot.com/2012/01/elaboracao-de-chardonnay-2012.html
Se esse assunto lhes interessa, não deixem de acompanhar!
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