Eventualmente vale a pena indicar alguma coisa diferente, quando quem escreve sabe do que está falando!
Dêem uma olhada: http://1460garrafas.wordpress.com
O texto sobre vinhos 'encorporados' é muito bacana!
sábado, 14 de julho de 2012
sábado, 7 de julho de 2012
6º Concurso Internacional de Vinhos do Brasil confere 148 medalhas para 12 países
Chegaram os resultados dos três dias de degustação, do Concurso Internacional, que avaliou 503 amostras de vinhos vindas de 17 países. Na foto abaixo, um dos dias da degustação na sala de eventos do hotel Dall'Onder, em Bento Gonçalves.
Já na noite da premiação, na última sexta-feira, a foto mostra o momento da entrega da Medalha de Prata ao enólogo Antonio Czarnobay, um dos mestres da enologia brasileira, que finalmente pode fazer seus próprios vinhos (Toninho, como é conhecido, trabalhou por mais de 30 anos na vinícola Aurora) com seus sócios na Copetti & Czarnobay, única vinícola localizada na região de Encruzilhada do Sul.
Mas a foto é especial por mais dois motivos; junto de Toninho estão o presidente da ABE (Associação Brasileira de Enologia) Christian Bernardi, que começou sua carreira precisamente na Aurora, guiado pelo próprio Toninho. Hoje, Christian é o enólogo responsável pela Wine Park, e vem fazendo grandes espumantes e vinhos tranquilos com a marca Gran Legado. Na mesma foto também está a primeira mulher a presidir a OIV (Organização Internacional na Uva e do Vinho), a engenheira química e enóloga argentina Claudia Quini. É a primeira vez que um latinoamericano preside a Organização, mas em mais uma dessas combinações do destino, Toninho também foi o primeiro latinoamericano a ser Vice-presidente da União Internacional dos Enólogos, no começo deste século.
Foram conferidas 148 medalhas, pois as regras internacionais estipuladas pela OIV permitem que apenas 30% das amostras sejam premiadas. Apenas dois países obtiveram a Grande Medalha de Ouro, atribuída a vinhos com mais de 93 pontos dos jurados: Estados Unidos (vinho tinto) e República Eslováquia (Tokaj - vinho doce natural).
Em comunicado oficial, a presidente da OIV decarou: "Tenho acompanhado a evolução dos vinhos do Brasil, hoje reconhecidos no mundo inteiro. Sinto-me muito feliz em poder iniciar minha trajetória como presidente da OIV aqui”, pois esse foi seu primeiro evento oficial desde a posse.
Foram conferidas 148 medalhas, pois as regras internacionais estipuladas pela OIV permitem que apenas 30% das amostras sejam premiadas. Apenas dois países obtiveram a Grande Medalha de Ouro, atribuída a vinhos com mais de 93 pontos dos jurados: Estados Unidos (vinho tinto) e República Eslováquia (Tokaj - vinho doce natural).
Em comunicado oficial, a presidente da OIV decarou: "Tenho acompanhado a evolução dos vinhos do Brasil, hoje reconhecidos no mundo inteiro. Sinto-me muito feliz em poder iniciar minha trajetória como presidente da OIV aqui”, pois esse foi seu primeiro evento oficial desde a posse.
Pensando em versos...
Estes tempos são, para mim, de ações e emoções um tanto erráticas.
Precisarei explicar por aqui assim que possível, mas tenho encontrado eco em poesias que se materializam à minha frente como menestréis que chegam sem aviso.
Permitam-me pois, publicar mais uma...
Precisarei explicar por aqui assim que possível, mas tenho encontrado eco em poesias que se materializam à minha frente como menestréis que chegam sem aviso.
Permitam-me pois, publicar mais uma...
SETE ESTUDOS PARA A MÃO ESQUERDA (III)
[Paulo Henriques Britto]
Sou uma história, a voz que a conta, e o imenso
desejo de contar outra diversa,
que porém não deixasse de ser essa.
Palavra que não digo e que não penso
e no entanto escrevo — eu sou você?
(Mas não era isso o que eu ia dizer,
e sim uma outra coisa, obscura e bela,
que sei, com uma certeza visceral,
ser a verdade última e total —
e só por isso já não creio nela,
pois a certeza, tal como a memória,
é por si só demonstração sobeja
da falsidade do que quer que seja —)
Mas isso já seria uma outra história.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Concurso Internacional
Quem é meu leitor sabe que raramente reproduzo textos dos releases que recebo, mas aqui e ali é necessário abrir uma exceção. É o caso da comunicação sobre o VI Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, que acontecerá entre 3a e 5a feira desta semana em Bento Gonçalves. Já fui jurada em uma das edições e sei como é bacana, bem organizado e idôneo esse concurso. Reproduzo abaixo uma parte da mensagem da assessoria:
Mais amostras, mais países
A maior edição da história credencia o concurso como uma importante vitrine internacional de vinhos. Evento acontece na próxima semana em Bento Gonçalves
A Associação Brasileira de Enologia (ABE) já comemora a superação do 6º Concurso Internacional de Vinhos do Brasil. Como a maior edição da história, o evento alcança a inscrição de 547 amostras, um recorde que ultrapassa em 20% o número obtido em 2010. A procedência é dividida entre 17 países, dois a mais que na edição anterior, sendo eles: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bolívia, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Itália, México, Portugal, República Eslováquia e Uruguai. O evento acontece em Bento Gonçalves de 3 a 6 de julho, no Dall’Onder Grande Hotel.
Para o presidente da ABE, enólogo Christian Bernardi, o resultado deve ser comemorado. “Não é fácil atrair a atenção de regiões produtoras do mundo inteiro. No entanto, o Brasil é a bola da vez e o nosso mercado vem sendo disputado por vinhos de diferentes procedências. Crescemos na representação brasileira e também internacional, o que comprova que o nosso concurso se consolida como um importante evento de promoção da bebida”, destaca.
A degustação dos vinhos e espumantes inscritos será feita por um júri formado por 48 especialistas de 11 países, no período de 3 a 5 de julho. Muito prestigiado, o concurso conta com a participação da presidente da Organização Internacional da Uva e do Vinho (O.I.V.), Claudia Quini, da Argentina. Esta é a primeira vez que a entidade é presidida por um latino-americano e também a primeira vez que uma mulher assume o cargo.
fonte: Conceito Comunicação
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Comendo por aí (Itália)
Por falta de tempo de fazer as postagens de cada lugar maravilhoso que conheci enquanto estive no norte da Itália (e para contentar meus amigos chefs de cozinha também), resolvi selecionar algumas fotos das refeições que fiz por lá.
Começo pela cidade de Alba, onde fiquei quase metade do tempo.
Acima o bacalhau mantecato e abaixo o ovo com aspargos frescos, típico da primavera. Quando chega o outono (e com ele o tartufo) os aspargos se vão e o ovo ganha as preciosas lâminas de tartufo.
Ambas as entradas são do restaurante Trattoria Dell'Arco.
Abaixo o talharine a bolonhesa do Vino Café. O talharine no Piemonte é mais amarelo e um pouco mais cozido do que no restante da Italia. Sobre o molho, nem vou comentar...
Almoço rápido em uma 'tavola freda', restaurante que serve apenas pratos frios. Escolhi essa salada abaixo, de folhas, frios e mussarela de búfala.
Entrada muito, mas MUITO boa na Osteria dei Sognatori, com aliche e salsa verde. Nada em excesso, nem sal, nem pimenta, nem salsa. Uma perfeição.
Sobremesa no Enoclub, uma torta de avelãs com creme zabaione, acompanhada de uma taça de Barolo. Como dizia um editor amigo: "esforço de reportagem".
No último dia por lá, me lembrei de não ter tomado nenhum sorvete na terra do pistache e da gianduia. Consequência? Fechei a mala mais cedo, larguei tudo na portaria do hotel e fui até uma sorveteria próxima, reparar o erro, como vocês podem ver abaixo.
Abaixo, o prato principal do Bistrot de Venise, um restaurante e enoteca super elegante, na beira de um canal em Veneza. Detalhes do prato, o creme de açafrão sob o peixe e o mousse salgado de uvas e alho.
Na ilha de Mazzorbo, no restaurante Venissa, uma entrada de frutos do mar com salsa de tomates e ervas e uma massa caseira com creme de favas e camarões. Mas reparem nos pães atrás, eu poderia ter comido apenas isso com vinho, de tão bons que eram.
Já nos últimos dois dias de viagem um café da manhã na estação de trem em Milão, abaixo
Para quem está me invejando e pensando coisas terríveis sobre mim (risos!) devo dizer que o castigo veio em gramas e minhas roupas estão todas apertadas.
Mas encontrei a solução no jardim da vinícola Albino Rocca: uma dieta à base de cerejas frescas. E como elas não estão disponíveis no inverno aqui, vou ter que fechar a boca até o verão chegar...
Começo pela cidade de Alba, onde fiquei quase metade do tempo.
Acima o bacalhau mantecato e abaixo o ovo com aspargos frescos, típico da primavera. Quando chega o outono (e com ele o tartufo) os aspargos se vão e o ovo ganha as preciosas lâminas de tartufo.
Ambas as entradas são do restaurante Trattoria Dell'Arco.
Abaixo o talharine a bolonhesa do Vino Café. O talharine no Piemonte é mais amarelo e um pouco mais cozido do que no restante da Italia. Sobre o molho, nem vou comentar...
Almoço rápido em uma 'tavola freda', restaurante que serve apenas pratos frios. Escolhi essa salada abaixo, de folhas, frios e mussarela de búfala.
Entrada muito, mas MUITO boa na Osteria dei Sognatori, com aliche e salsa verde. Nada em excesso, nem sal, nem pimenta, nem salsa. Uma perfeição.
Sobremesa no Enoclub, uma torta de avelãs com creme zabaione, acompanhada de uma taça de Barolo. Como dizia um editor amigo: "esforço de reportagem".
No último dia por lá, me lembrei de não ter tomado nenhum sorvete na terra do pistache e da gianduia. Consequência? Fechei a mala mais cedo, larguei tudo na portaria do hotel e fui até uma sorveteria próxima, reparar o erro, como vocês podem ver abaixo.
Chegando na região do Veneto, tudo muda e entram em cena os peixes, o frutos do mar e os legumes acompanhando massas mais leves. Abaixo uma entrada de cortesia, servida numa Loccanda em Valdobbiadene.
Durante o festival Vino in Villa, que celebra os espumantes Prosecco, tivemos um jantar preparado por um chef trazido especialmente da Dinamarca. Seus pratos eram únicos em beleza e sabor. Abaixo uma entrada com camarões, ervas do campo (pensem num país que passa meses sob a neve rigorosa, quando as primeiras folhinhas verdes despontam eles já as aproveitam), pepino e pão preto.Abaixo, o prato principal do Bistrot de Venise, um restaurante e enoteca super elegante, na beira de um canal em Veneza. Detalhes do prato, o creme de açafrão sob o peixe e o mousse salgado de uvas e alho.
Na ilha de Mazzorbo, no restaurante Venissa, uma entrada de frutos do mar com salsa de tomates e ervas e uma massa caseira com creme de favas e camarões. Mas reparem nos pães atrás, eu poderia ter comido apenas isso com vinho, de tão bons que eram.
Já nos últimos dois dias de viagem um café da manhã na estação de trem em Milão, abaixo
E o começo de uma refeição memorável na cantina Il Carpaccio, poucas horas antes de ir para o aeroporto, com salada de pão, tomate cereja, pepino manjericão e azeite, além de frios, melão e uma boa garrafa de Barbaresco!
Mas encontrei a solução no jardim da vinícola Albino Rocca: uma dieta à base de cerejas frescas. E como elas não estão disponíveis no inverno aqui, vou ter que fechar a boca até o verão chegar...
Boa semana, bom apetite e bons brindes!
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comentários
Paella Relâmpago...
...para quem está em Curitiba.
PESSOAL, vou deixar a postagem na página, mas recebi o aviso do chef que já não existe mais lugar!
Lotação completa, que bom!
Pelas mãos do chef Rodrigo Santiago. É só reservar e ir, o melhor é que você pode levar sua própria bebida sem pagar nada!
Detalhe, o belo cartaz acima também é criação do chef.
Eu sugiro, para acompanhar, um Vinho Verde, um tinto da uva Tempranillo e até mesmo um espumante rosé.
Bom apetite e bons brindes!
PESSOAL, vou deixar a postagem na página, mas recebi o aviso do chef que já não existe mais lugar!
Lotação completa, que bom!
Pelas mãos do chef Rodrigo Santiago. É só reservar e ir, o melhor é que você pode levar sua própria bebida sem pagar nada!
Detalhe, o belo cartaz acima também é criação do chef.
Eu sugiro, para acompanhar, um Vinho Verde, um tinto da uva Tempranillo e até mesmo um espumante rosé.
Bom apetite e bons brindes!
domingo, 1 de julho de 2012
Bem Vindo JULHO!
Foi n'uma Tarde de JulhoFoi n'uma tarde de Julho.
Conversávamos a mêdo,
- Receios de trahir
Um tristissimo segrêdo.
Sim, duvidávamos ambos:
Elle não sabia bem
Que o amava loucamente
Como nunca amei ninguem.
E eu não acreditava
Que era por mim que o seu olhar
De lagrimas se toldava...
Mas, a duvida perdeu-se;
Fallou alto o coração!
- E as nossas taças
Foram erguidas
Com infinita perturbação!
Os nossos braços
Formaram laços.
E, aos beijos, ébrios, tombámos;
- Cheios d'amôr e de vinho!
(Uma suplica soáva:)
«Agora... morre commigo,
Meu amôr, meu amôr... devagarinho!...»
António Botto, in 'Canções' - Poeta português (1897 - 1959)
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