Colheita 2016

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Enquanto isso, em Faria Lemos...

Caros leitores, se tudo deu certo, hoje terça-feira estarei em um lugar muito especial enquanto vocês lêem esta postagem (se é que a estão lendo de manhã ou na hora do almoço, pois se for à tarde tudo já terá mudado...). Estarei desfrutando de um almoço sob os parreirais da vinícola Cristófoli, no distrito de Faria Lemos, em companhia de duas amigas muito queridas.



Sim, parece difícil de suportar não? Ainda mais com o calor que pede a companhia de uma fresca garrafa de moscato seco e os deliciosos petiscos que eles oferecem no programa 'Edredon no Parreiral', disponível com reserva antecipada, para todos os turistas que visitam a região.
As fotos acima foram feitas no mês passado, quando estive por lá com um grupo de jornalistas.
Como o tempo estava instável, eles decidiram também montar uma mesa na sala de eventos, onde fica a loja. Vejam o capricho dos pratos e a beleza da ambientação:

 A responsável por essa novidade (já é o segundo ano em que ela promove essa atividade) é a enóloga e empreendedora Bruna Cristófoli (foto abaixo), uma brisa de ar jovem e fresco numa região linda, porém muito tradicional da Serra Gaúcha. Torço para que as muitas iniciativas de Bruna sejam cada vez mais bem aceitas por uma comunidade que precisa desse tipo de trabalho jovem, dedicado e com olhos no mercado.
Quer participar do Edredon no Parreiral? Acesse o site: www.vinhoscristofoli.com.br

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Mas é claro que não vim aqui para o Rio Grande do Sul apenas para me divertir. Aliás, este almoço sob os parreirais é a única folga em uma agenda cheia que começa na tarde desta terça-feira e segue até o próximo domingo.
Vim para participar do 'Projeto Imagem' do Ibravin, uma iniciativa que há anos aproxima jornalistas de todo o país das vinícolas brasileiras, através de visitas, degustações, workshops etc. Um projeto pioneiro e vitorioso.
Participei uma vez em 2009, mas fora da época da colheita, então imagino que agora as visitas serão ainda muito mais bonitas e enriquecidas por esse momento tão especial para as vinícolas.
É por isso que talvez eu fique sem aparecer aqui por alguns dias. As visitas começam cedo e terminam tarde, então há pouco tempo para qualquer outra coisa que não seja o trabalho de campo.
Eu adoro, acredito que todo jornalista de verdade precisa "ir" até a notícia. E a notícia, para mim neste momento, está entre os vinhedos e nas movimentadas cantinas.
Até breve! Bons goles!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um Passeio

Chegar a Bento Gonçalves é sempre um prazer!
Como o vôo saindo de Congonhas só atrasou 30 minutos, as coisas não escaparam tanto do previsto para a chegada ao sul na última 5a feira.
A hospedagem no tradicional hotel Dall'Onder é sempre bem vinda, pois tudo funciona à contento, o quarto é grande e bom e o local é de fácil acesso.
Muito calor, em temperatura quase igual a SP, mas como a umidade é maior, a sensação térmica pode ser bastante desagradável.


O primeiro compromisso era muito informal, com Carlos Paviani e Gabriela Poletto do Ibravin numa rápida visita à sede (foto acima) que eu não conhecia. É uma bela casa de imigrantes, reformada, climatizada e com excelente estrutura, localizada dentro do parque de eventos da cidade.
Fomos almoçar no Manjericão, um gostoso espaço com culinária diferenciada do que é típico da região.
Feliz pelo ar condicionado poderoso, pude aproveitar o almoço e a agradável companhia de Gabriela, que me fez a gentileza de providenciar 'vinho doce' para eu provar.
Vinho doce é comum em todos os países produtores. É, na verdade, um suco de uva não pasteurizado em estado de pré-fermentação. Muito divertido, e apesar do nome 'vinho' não contêm álcool.
Às 15h meu compromisso mudava de cenário, de companhia e de temperatura. A chuvarada quente da hora do almoço foi seguida por um céu azul, temperatura mais alta e muita umidade.
Foi assim que conheci a jovem enóloga Bruna Cristófoli, da vinícola familiar que leva seu sobrenome.
Ela me levou para Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves que abriga a rota das Cantinas Históricas, com nomes poderosos como a Dal Pizzol e a Estrelas do Brasil.
Fizemos uma parada na propriedade do enólogo Irineo Dall'Agnol, que não estava no local, mas seu simpático cão preto nos acompanhou em todo o passeio, alegremente indicando o caminho.
A paisagem foi, para mim, uma surpresa imensa e sinto-me compelida a dizer que é a mais bonita de toda a região (foto abaixo).

Olhando essa colcha de retalhos formada por vinhedos no Vale Aurora, imagino que cada dia mais nos aproximamos do trabalho que é feito em países com história vitícola muito mais antiga do que a nossa.
Caminhamos pela propriedade observando as uvas de mesa (foto) e as uvas finas, em diferentes estágios de maturação, sentindo o aroma das frutas se espalhando pelo ar.


Saindo desse paraíso natural, seguimos para a pequena vinícola de Bruna, com seu varejo e sala de degustação cuidadosamente reformados e decorado por uma arquiteta de muito bom gosto.
O espaço é o tradicional porão das casas dos imigrantes, tão comum por aqui, mas quando as portas se abrem, o interior é surpreendente. A mãe de Bruna prepara jantares especiais para grupos nesse espaço, onde são degustados os três vinhos que ela produz, Cabernet Sauvignon, Merlot e o meu preferido, Sangiovese.


Bruna é uma moça de vivacidade contagiante. Ainda não tem 25 anos e já terminou uma pós-graduação em vitivinicultura e um longo estágio em vinícolas na Alemanha, onde ficou três meses em laboratórios, colheita e produção de vinhos brancos, que ela tem se dedicado a entender para poder reproduzir por aqui.
A vinícola da família é tradicional em vinhos de mesa e grasppa (uma parente da Grappa italiana, mas feita muitas vezes com uvas de mesa), e Bruna se encarregou de empurrar a empresa até o vinhos finos.
Interessada, antenada com tendências e preocupada com a qualidade e a veracidade do que produz, ela cultiva o sonho de ter bons vinhos orgânicos lá no sul, talvez na direção da fronteira com o Uruguai.
Reparto com ela o gosto pela Sangiovese e entendo perfeitamente quando ela diz que deseja ter esse vinho com mais estrutura e corpo, coisa que passa necessariamente por uma nova seleção de clones de plantas e um imenso cuidado com o vinhedo.
Vimos juntas a chuva chegar novamente, enquanto conversávamos e degustávamos na agradável sala. Depois fomos caminhar um pouco e ela me mostrou o vinhedo onde recebe as pessoas para o 'Edredon no Parreiral', um evento muito particular onde casais e pequenos grupos fazem um piquenique chique, sobre um edredon e almofadões, na sombra do parreiral, com jazz ao fundo e muita tranquilidade e mordomia.
Voltei com ela para Bento Gonçalves a tempo de me preparar para um agradável jantar com o novo presidente da Aprovale, Rogério Valduga, e sua esposa no Canta Maria, acompanhada de meu chefe.
Um dia longo, produtivo e muito agradável.
Amanhã tem mais!
A foto abaixo é, acreditem, da 'casa de bagunças' da Vinícola Cristofoli!





sexta-feira, 30 de julho de 2010

Devidamente Laçados!

Na foto ao lado estão os dois irmãos Campana, que ontem estiveram em São Paulo na festa promovida pelo IBRAVIN, para o lançamento oficial do saca-rolhas que é o símbolo da campanha de vinho brasileiro desde o ano passado.
Eles são discretos e charmosos e como bons gaúchos, deram o nome de 'Laçador' ao saca-rolhas por variados motivos gauchescos: a imagem tradicional do gaúcho pilchado, com seu devido laço das mãos, combinada com as curvas orgânicas da peça, criada para ser decorativa e funcional, mas que ao simbolizar as gavilhas das vinhas enroladas, acabam por formar um harmônico laço.
A festa foi muito boa. O restaurante Dalva e Dito tem uma ambientação brasileira chique, que reforçou para mim a imagem de como é possível pensar em uma indústria vitivinícola nacional de alta qualidade, charme e que é capaz de criar tradições que serão perpetuadas se o trabalho continuar sendo sério.
Mas não quero escrever mais. Quero que vocês veja algumas fotos e saibam quem estava lá:



Da esquerda para a direita (reparem os sobrenomes): Márcio Marson, Ana Paula Panizzon, Jane Pizzato, Carlos Paviani, Luciana Salton, Diego Bertollini, Fábio Miolo e Andreia Gentilini Milan.


O 'Laçador'




Da esquerda para a direita: Régis Ghelen, Christian Burgos, Carlos Paviani, Denis Debiasi e Orestes Andrade Júnior

Grande Noite!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cresce a venda de vinhos brasileiros

É muito difícil precisar a quantidade de vinho que o brasileiro toma. Os dados oficiais dão conta de que são menos de dois litros por pessoa por ano (1.8 litros).
Muitas pessoas do setor dizem que isso não é mais real, que essa estatística está defasada e coisa e tal, e que o número estaria já na casa dos 2,3 litros. Acreditem-me, parece pouco, mas não é. Se for multiplicado pelo número de habitantes do país esse pequeno aumento faz uma diferença imensa em nossa indústria.
Sempre que me deparo com um especialista eu questiono esse número, e no começo deste ano - por conta de uma matéria que estava escrevendo - tive que obter dados mais bem explicados, por assim dizer. Foi o especialista em estatística da Embrapa quem me explicou o por quê desse consumo não parecer nunca aumentar: a população brasileira vem crescendo mais rápido que o consumo. Simples assim.
Mas existe, afinal, um número positivo que, se ainda não é capaz de subir o ponteiro da estatística oficial, ao menos é capaz de deixar os produtores - e gente como eu que torce pela indústria nacional - mais otimistas.
A venda de vinhos elaborados no Rio Grande do Sul, estado responsável por mais de 80% da produção brasileira, cresceu em 3,66% no primeiro quadrimestre deste ano em relação a 2009. O melhor desse número é que essa é uma época de vendas fracas, tradicionalmente. Chega depois das festas de fim de ano e antes do inverno.
Mas a melhor notícia agregada à essa estatística nova, divulgada pela assessoria de imprensa do Ibravin, é que a venda dos espumantes gaúchos subiu 29,5% no mesmo período. “Cada vez mais os consumidores estão reconhecendo os investimentos feitos pelas vinícolas em qualidade”, destaca Júlio Fante, presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, em release da instituição.
O Ibravin projeta, para este ano, um crescimento de 10 a 12% na venda de vinhos, semelhante ao obtido no ano passado em relação a 2008.
São boas novas para todos nós, que poderão ser brindadas com o vinho que aparece na foto, o assemblage Décima, da vinícola Piagentini, ao lado de um prato de queijo de leite de ovelha, na frente da lareira do hotel Dall'Onder, em Bento Gonçalves.

domingo, 18 de abril de 2010

Os jornalistas e o espumante brasileiro

Acabo de ir e voltar a Bento Gonçalves (tão rápido que nem tive tempo de ir olhar as vinhas do Vale), onde participei de um painel sobre o Espumante Brasileiro no Jornalismo, dentro da feira Internacional Brasil Alimenta - Vinotech/Envase.
Quem orientou o painel foi Carlos Paviani do Ibravin e ao meu lado na mesa estavam o veterano jornalista gaúcho Danilo Ucha e o jovem e bem colocado jornalista da RBS Maurício Rollof. Ambos profissionais da comunicação que tratam o vinho brasileiro com o respeito que merece (seus blogs estão em minha lista de favoritos).
Nosso painel foi precedido pelo do português Domingos Meirelles, da Exponor (empresa que organiza a Expovinis). Meirelles falou sobre o mercado internacional de vinhos e espumantes e apresentou uma importante (senão essencial) visão do marketing do vinho, fundamental para todos nesse mercado (ele aparece em pé na foto abaixo, ao lado dele Danilo Ucha, eu, Carlos Paviani e Maurício Rollof).














Antes da palestra de Meirelles, já haviam subido ao palco Andréia Gentilini Milan, falando de sua experiência com os espumantes brasileiros no exterior, advinda de seu empenho no projeto setorial de exportação Wines from Brazil.
Quem abriu os trabalhos da tarde foi Denis Babler, projetista da Saint Gobain (para quem não sabe é a empresa que faz praticamente todas as garrafas utilizadas no Brasil, não somente para vinhos). Ele falou sobre a importância do design e da qualidade das garrafas para o espumante.
No nosso painel, sobre a visão jornalística, foi nos permitido falar sobre alguns entraves na comunicação de um produto de tão alta qualidade. E apesar do pouco tempo disponível, foi possível perceber que nossas opiniões encontraram eco nos produtores e enólogos presentes, suscitando questionamentos relevantes de ambas as partes. É incrível poder estar ao lado de jornalistas de verdade como o Ucha, com sua longa e objetiva experiência com o vinho brasileiro e de Maurício Rollof, da geração que já cresceu com a internet e que mesmo assim olha o mundo com olhos de repórter investigativo.
Minha conclusão é que há muito a ser feito. Mas que os últimos 5 anos têm sido fundamentais para uma mudança de tratamento, relacionamento e respeito de ambas as partes (imprensa e indústria) e que essa nova percepção precisa ser ampliada e comunicada de forma ainda mais presente, efetiva e marcante por todos nós.
Ao final dos painéis não poderia faltar um brinde com os espumantes brasileiros. Foram servidos o Prosseco da Valmarino, o Moscatel da Casa Valduga, bruts da Gran Legado, Salton e Don Laurindo (creio que haviam outros mas não me lembro de todos os rótulos).
Na foto abaixo estão pessoas MUITO queridas! Atrevo-me a dizer que faltam nessa foto não mais de 6 pessoas para completar o time daqueles que eu mais respeito na vinicultura gaúcha. Um privilégio brindado com o espumante brut da Don Laurindo. À minha exceção, são todos enólogos. Da esq. para a dir.: Dirceu Scottá (Dal Pizzol), Ademir Brandelli (Don Laurindo), eu, Gabriel Caríssimi (Cooperativa Garibaldi), Christian Bernardi (Winepark e ABE), Gabriela Poletto (Ibravin).















Comunicar bem é um desafio diário, assim como é fazer (e vender) bons vinhos. Exige nossa dedicação, profissionalismo e amor. Às vezes nós conseguimos, outras vezes não. Mas seguimos tentando.
Agradeço a New Trade (promotora e organizadora do evento), a ABE e ao IBRAVIN pelo convite e pela oportunidade de poder falar um pouco sobre o que é estar 'do outro lado do balcão'. Peço desculpas pelo tremor das mãos (juro que não bebi nada antes) mas é que jornalistas normalmente não ficam à vontade sobre o palco.
Sucesso e bons goles! 

terça-feira, 23 de março de 2010

Das Gut!

Recebi da assessoria de imprensa do Ibravin uma notícia que vou compartilhar com vocês:
Terminou hoje a participação do Brasil na Prowein 2010, em Dusseldorf na Alemanha. Entre domingo dia 21 e hoje 23,  12 empresas brasileiras (Aurora, Casa Valduga, Campos de Cima, Irmãos Basso, Lidio Carraro, Lovara, Miolo, Panceri, Piagentini, Pizzato, Santon e ViniBrasil) enfrentaram segundo maior mercado importador de vinhos do mundo e o quarto maior em consumo.
É a 6a vez que o Brasil participa dessa feira, através do projeto setorial Wines from Brazil (WFB), uma parceria do Ibravin e da Apex-Brasil (a agência governamental de fomento às exportações).
Cinco das vinícolas acima participaram pela primeira vez da Prowein, sendo que duas delas estrearam na feira com sua primeira participação em eventos internacionais.
Na foto abaixo está Andreia Gentilini Milan, a gerente do WFB (de azul, em pé no meio da foto), observando o jornalista alemão que conduziu uma degustação de nossos vinhos para seus compatriotas.






terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"Nem tudo que borbulha é espumante"

O título acima pertence a uma cartilha lançada pelo IBRAVIN (Instituto Brasileiro do Vinho), obrigatória para todos os enófilos (inclusive para aqueles que acham que sabem tudo).
Em linguagem simples e muito acessível, explica as diferenças entre espumantes, frisantes, sidras e bebidas mistas de acordo com seus métodos de produção e com a legislação brasileira.
Algumas empresas se valem do desconhecimento dos consumidores para colocar nas prateleiras de supermercados, bebidas que de vinho não têm nada (vinho é feito de uva pessoal, vamos lembrar!) e que chegam ao ponto de levar destilados pesados em sua composição além de produtos químicos do tipo "aroma imitação de uva".
Um dos objetivos deste BLOG é precisamente esclarecer esse tipo de dúvida, para que os consumidores bebam melhor e com preço justo.
Quem tiver interesse, pode acessar o site do IBRAVIN (www.ibravin.org.br) e ir até a área de downloads. O arquivo não é grande e a cartilha é bem bonita.
Bons goles!