Colheita 2016

Colheita 2016
Seja bem-vindo! E que nunca nos falte o pão, o vinho e a saúde e alegria para compartilhar!

sábado, 10 de abril de 2010

Velho Mundo do Vinho. Velho?

Hotel Palais Coburg - Viena - Austria

Restaurante Coburg


Adega Nova


City Suite Ernst - 89m2 - 1.050 Euros/noite


Dom Pérignon Lounge by Phillipe Starck


Wine Vault para pequenos grupos...


Fachada do Hotel


 Suite Imperial Rainha Victoria - 150m2 - 2.700 Euros/noite


   Wine Bar

O que dizer? Que o almoço executivo de segunda a sexta-feira no Bistrô Jardim custa 29 euros com entrada, prato principal, taça de vinho, água mineral e café.

Ah! Tem coisas que o dinheiro facilita não? 



sexta-feira, 9 de abril de 2010

Vinho vem em garrafa certo?

Olhe as fotos e pense como o mundo do vinho está mudando:














Uma propaganda famosa, de alguns anos atrás, afirmava 'Você precisa rever seus conceitos'. E é exatamente isso que vamos ter que começar a fazer em relação às embalagens de vinhos. 
Temos bons motivos para isso: o vidro, apesar de reciclável, pesa e seu transporte aumenta a emissão de poluentes. Por conta disso várias empresas - até mesmo brasileiras - já estão pedindo às fábricas para que desenvolvam garrafas mais leves. Não é bobagem, é coisa muito séria. Quer uma prova: vá até o supermercado e pegue nas mãos algumas garrafas de variadas partes do mundo. Elas ainda são muito pesadas, algumas delas absurdamente pesadas. 
Isso tinha explicação no passado, quando a armazenagem, o transporte e qualidade dos produtos era deficiente e muita coisa ficava por conta da qualidade do vidro, bem mais fácil de controlar. 
Hoje em dia isso não é mais necessário na grande maioria dos casos, exceção é a garrafa de espumante que precisa ser diferenciada para suportar a pressão do líquido, e algumas das garrafas de vinhos longevos, que necessitarão de armazenagem longa. O restante pode (e deve) mudar.
Infelizmente, com pouquíssimas exceções, ainda não é possível encontrar bons vinhos em Bag in Box no Brasil (o mercado deve ter uns 5 ou 6 rótulos somente que vale a pena comprar), mas no exterior isso já vem mudando com muito mais rapidez.
Por aqui, vale a pena ter um Bag in Box com torneirinha para o seu vinho de dia-a-dia, aquele que serve para cozinhar e para beber e também para festas familiares, churrascos e até mesmo para vender em restaurantes onde o consumo de vinho é pequeno mas o proprietário quer agradar o cliente que gostaria de beber um vinho. Excelente opção para vender vinho em taça.
Embalagens de plástico nem pensar, ok? É o contrário de tudo o que fala de preservação e economia e até hoje só porcaria com nome de vinho foi colocada em garrafa plástica. 
Sei que o assunto é polêmico, por isso deixei-o para o final de semana para pensar com calma. Afinal, há poucos anos os vinhos com rolhas sintéticas ou com 'screw cap' (tampa de rosca) eram mal vistos e hoje isso já mudou. Então, para continuarmos apreciando bons vinhos por mais tempo (e principalmente para as futuras gerações) é melhor começarmos já a revermos nossos 'pré'conceitos.
Bons Goles!


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pizza! Pizza! Pizza!

Esta semana voltei a um lugar que adoro, a pizzaria RITTO, no bairro da Vila Hamburguesa.
Gosto do lugar por muitos motivos e um deles é bem pessoal. Trabalhei lá por quase dois anos e aprendi praticamente tudo que sei sobre serviço, organização, atendimento e trabalho em equipe nos longos finais de semana de casa lotada, fila na porta e gente com fome, sede, feliz ou mal humorada...
Mas o que mais gosto de lá, sem dúvida, é mesmo a pizza. Massa média com borda grossa é o estilo da casa. Farinha de trigo finíssima, azeite italiano, fermento e água mineral. Nada mais. Batida, amassada e posta a descansar de um dia para o outro.
O molho, feito todos os dias, leva nada mais do que tomates frescos, batidos com sal e azeite. Nada de tomates em lata, nada de molhos apurados que levam embora o frescor da pizza.
Aprendi, também, que uma casa que é incapaz de fazer uma boa pizza de mussarela, não vai ser capaz de fazer nada direito. Mussarela é coisa séria e para conseguir o fornecedor da RITTO, foi necessário ficar em uma fila. A produção é pequena e só atende as casas mais selecionadas de SP. Se você pedir para viagem e deixar na caixa de papelão de um dia para o outro, não vai ficar um halo de gordura na sua caixa e muito menos aquele desagradável cheiro de pasto. Vou até contar um segredo profissional: mussarela tem safra.
Quando as vacas estão amamentando, o leite é melhor, mais denso. Quando param de amamentar, o leite entra em entresafra e todos os subprodutos ficam com qualidade diferente, principalmente aqueles feitos com maior rigor.
Coberturas? Todas as conhecidas estão lá. Menos as doces (o dono considera uma ofensa e eu concordo - afinal quem consegue comer pizza de quatro queijos, calabresa etc e depois mandar uma massa coberta com chocolate e banana?) pois elas não pertencem à tradição italiana que a casa tanto preza.
A mais famosa do cardápio é a Lapa, que leva molho com pedaços de tomate e folhas de manjericão, calabresa fatiada pré-assada para ficar mais crocante, cubos de mussarela de búfala e mais manjericão.
É um escândalo de tão boa.
Uma coisa que deixa o dono bravo às vezes, é o quão frequentemente suas pizzas são copiadas e apresentadas em outras casas como sendo originais. Verdade seja dita, é chato, mas é também um sinal inequívoco de que se está fazendo algo de bom, até porque poucas casas em SP conseguem se manter com qualidade por mais de dez anos, como é o caso da RITTO.
Os vinhos são tratados com carinho especial, em uma enorme adega que também recebe clientes e algumas festas particulares. A carta é grande, bem explicativa e com bons preços, uma vez que faz todo sentido comer pizza e tomar vinho.
Nessa minha última visita, provei a pizza Imola, que leva champignon paris refogados em vinho branco, azeite e salsa, lâminas de alho, lascas de presunto Parma (Parma mesmo, não 'tipo' parma) e mussarela. Foi servida com uma boa taça de um Nero D'Avola, 2003, o Almanera. Maravilhoso.
Se você não conhece a RITTO, está na hora de ir e de deixar de lado o costume de comer frango com catupiry e quatro queijos, afinal isso é coisa de pizza para viagem, que muitas vezes nem é pizza, é só preguiça de cozinhar.
Bom apetite e bons goles!
Ah! E se você ouviu falar que o dono não é a pessoa mais simpática do mundo, que o serviço às vezes varia um pouco, ainda assim mande tudo isso para o espaço e vá pela pizza, pelo vinho e pelo local que é lindo.
Sim, estou sendo tendenciosa. Sim, sou suspeita para falar disso como deixei claro bem no começo. E sim, você só vai se quiser não?
www.ritto.com.br

terça-feira, 6 de abril de 2010

Gaúcho da Fronteira e Gaúcho Trentino

Sim, eles falam a mesma língua...mas nem sempre!
Um pouco de humor gaúcho do genial Louzada para alegrar este dia de muitas chuvas e muita tragédia.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Miolo, Veja e as novidades que não são novas

A seção 'Radar' da revista VEJA desta semana (onde trabalhei por quase 12 anos) dá uma nota que muita gente está considerando bombástica. Afirma que a Miolo vai deixar de fazer quase todos os seus vinhos dentro do Vale dos Vinhedos e passará a fazê-los na fronteira com o Uruguai, onde já eram donos da Fortaleza do Seival e agora são das terras da Almadén.
Como a VEJA, depois da saída do Roberto Gerosa,  quase não fala mais de vinho qualquer coisa que eles colocam parece novidade. Não é.
É esperada para este ano a aprovação da DO (Denominação de Origem) do Vale dos Vinhedos, com regras rígidas para a produção de vinhos por lá. Uma delas fala das uvas que poderão ser utilizadas em vinhos que pretendam levar a DO e são poucas (Chardonnay, Riesling, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon e Merlot - se não me engano) as autorizadas.
Daí que a Miolo vai deixar somente seus vinhos especiais e seus espumantes para serem feitos dentro do Vale, com as uvas permitidas e super controladas, pois a DO também determina que as uvas sejam do vale, processadas no vale e seus vinhos engarrafados no vale.
Convenhamos, com uma propriedade do tamanho da que eles passaram a ter lá na fronteira, por que continuar fazendo Miolo Seleção e Miolo Reserva dentro do vale?
Já faz dois anos que toda a produção de Pinot Noir para vinhos varietais da Miolo saiu do vale, foi toda para a Campanha, só ficaram por lá as uvas Pinot Noir para espumantes. Eles não dão ponto sem nó, nunca. E estão certos.
Chato é jornalista que pega o 'bonde andando' e conta só uma parte da história.
Ah! E antes que digam que é furo também, a Miolo vai lançar seu varietal super premium de Chardonnay este ano na Expovinis, como já noticiei aqui, com uvas somente do vale. Claro que já estão de olho no que poderá ser mais um vinho DO. Na foto abaixo, uvas Chardonnay da Miolo de sua propriedade de São Gabriel, dentro do Vale dos Vinhedos (RS).
Bons e honestos goles!

P.S.: Para quem nunca viu, abaixo o vinhedo das uvas que fazem parte do vinho Lote 43 da Miolo, obviamente que esse É o histórico Lote 43, as terras recebidas pelo patriarca dos Miolo quando chegou ao Brasil.



sábado, 3 de abril de 2010

Vinho e Chocolate

Bacalhau na sexta-feira Santa e chocolate no domingo de Páscoa. 
Parece-me que esses feriados são muito mais gastronômicos do que religiosos para a grande maioria das pessoas.
E eu também não estou aqui para questionar a fé de ninguém, convenhamos.
Mas tenho uma sugestão importante para o dia não-oficial do chocolate: vinhos doces.
Uma das principais regras da harmonização de vinhos e alimentos ensina que os vinhos devem ser mais doces do que a sobremesa que será provada.
Isso é especialmente difícil quando se trata de chocolates, pois não estamos lidando somente com o açúcar, mas também com a manteiga de cacau, com os bombons de sabores variados e com o leite.
A harmonização clássica nos ensina a tomar vinho do Porto com chocolate, mas também há uma outra 'sensação' a ser descoberta: uísque de boa qualidade. Fica soberbo com um pedaço de chocolate meio amargo. Mas cuidado! Muito açúcar e gordura ajuda a encobrir o alto grau alcoólico dessas bebidas e passar do limite é fácil fácil.
Mas afinal, nosso foco são os vinhos brasileiros e para essa combinação festiva, temos muitas opções:
à esquerda estão alguns brancos, tanto o Terranova da Miolo (feito no nordeste) quando o Late Harvest da Aurora, são vinhos cujas uvas foram colhidas tardiamente, concentrando açúcares. São excelentes também como aperitivos, servidos bem refrescados (principalmente o da Aurora, o mais leve deles). A bela garrafa do meio é um mistela da Reggio Castela de São Marcos (RS), um vinho diferenciado, fortificado com àlcool de uvas e de uma elegância de aromas e sabores encantadora. Essa é com certeza uma opção para a sobremesa. Na foto da direita estão os tintos. O mais elaborado deles é o Portento da QSM, feito em Santa Catarina com amelhor tradição portuguesa - vai bem com todos os chocolates. O tinto da Aurora e o da Don Laurindo são mais leves e delicados e também podem ser servidos ligeiramente refrescados, vale provar até mesmo com bolinhos de bacalhau. A garrafa bojuda é do fortificado da Casa Valduga, um vinho em estilo mais português do que brasileiro, que vai bem com as sobremesas e com mousse de chocolate. Um cuidado apenas: as sobremesas brasileiras mais típicas, com ovos, côco e doce de leite precisam de vinhos mais ácidos e frescos. Então, a escolha aí vai recair sobre espumantes da uva Moscatel, que combinam açúcar e frescor. Bons goles!


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Vacalhau e Binho

Lindo não? Risoto de Bacalhau do restaurante Lar Bianco, no Brooklin em São Paulo. 
Comi somente com os olhos, assim como vocês, mas resolvi colocar para falar dos vinhos que podem acompanhar os pratos com bacalhau que uma enormidade de gente deixa para comer somente amanhã (bacalhau para mim não precisa de data especial, embora tenha preço de feriado, isso é verdade).
Vamos às dicas: se for aquela bacalhoada de avó (ao menos a minha fazia assim) com pedaços de bacalhau, tomate, pimentão, batata, azeite e alho, tudo feito no forno, vinhos com base nas uvas Merlot vão bem, como um Reserva Boscato da cidade de Flores da Cunha (RS) ou o RAR da Miolo/Randon, de Campos de Cima da Serra. 
Para aquela posta de bacalhau nas natas, vale um vinho branco, uma dica excelente é o Núbio Sauvignon Blanc de Santa Catarina ou um espumante rosé, como o Pericó Brut, também de Santa Catarina.
O risoto da foto parece pedir um Chardonnay, como o Gran Reserva da Valduga ou um espumante como o Garibaldi Brut Chardonnay.
Se você descobrir uma combinação interessante nesse feriado, não deixe de escrever. Quero saber!
Bons goles!
www.larbiancorestaurante.com.br